Depois da pandemia que futuro?

Depois da pandemia que futuro?


 

 Por António Tavares

Provedor da Santa Casa da Misericórdia do Porto

 

Uma crise sanitária como a que vivemos, por causa da pandemia do COVID 19, corre sempre o risco de se tornar num salto no desconhecido. No desconhecido social e económico.

Agora que procuramos voltar, aos poucos e de uma forma faseada, à normalidade possível, vamos compreender que temos novos desafios para enfrentar.

Dos desafios mais evidentes será avaliar o nosso comportamento futuro. O confinamento além de ter valido para efeitos de saúde pública ajudou a afirmar a nossa solidariedade interpessoal?

Ajudou a ter uma outra noção do mundo e do nosso papel nele?

Estas são algumas das perguntas que poderemos colocar, mas muitas outras poderiam ser acrescentadas. As respostas é que podem ser mais difíceis de obter. Considero, contudo, que esta pandemia do COVID 19 vai exigir de todos nós várias respostas concretas.

Desde logo, ao Estado. Terá que olhar com mais atenção para o problema do envelhecimento em Portugal. Inevitavelmente terá que criar uma estrutura no Governo, a exemplo da Secretaria de Estado da Juventude, que ajude a implementar as politicas públicas desta área, do envelhecimento, e articule a relação entre a Saúde e a Segurança Social. Uma nova Secretaria de Estado para o Envelhecimento. Já é assim nos Governos do Reino Unido e da Alemanha.

Ao mesmo tempo, é necessário compreender que a divisão do país em regiões e a existência de coordenadores com legitimidade politica será fundamental para assegurar respostas coerentes a novas pandemias.

Depois às instituições da economia social. Precisam de compreender que determinados equipamentos coletivos, como os Lares ou ERPIs, precisam de um novo enquadramento e de um novo modelo que assegure conforto, tranquilidade e cuidados de saúde aos seus utentes. Será decisivo o trabalho que se venha aqui a desenvolver. As empresas que vão ter de saber orientar que as suas produções e reservas estratégicas não podem estar tão longe.

Finalmente, as pessoas para quem não só muda o comportamento na vida como também o seu relacionamento com os outros e com o mercado de trabalho. Cuidados acessórios vão ser agora mais frequentes.

Num outro plano, o pós-COVID 19 também nos vai chamar à reflexão. Na transição digital, no novo papel para o teletrabalho e as reuniões com apoio de meios audio-visuais. Uma das grandes diferenças foi o recurso a estas novas tecnologias para tornar mais próximo o que parecia mais difícil de alcançar.

Abre-se ainda um novo debate, em torno do uso dos dados pessoais, para controlar os movimentos das pessoas. Numa cultura como é a política ocidental, digna de tradições como as da revolução francesa ou inglesa será muito difícil procurar impor um modelo idêntico ao que fizeram em alguns países asiáticos.

Esta ideia de um “Big Brother” não faz parte do nosso imaginário de vida.

Para o plano internacional vai a minha ultima preocupação. A necessidade de afirmação de um Europa solidária, de uma Europa que se consiga recuperar e voltar a ter um papel decisivo nesta economia aberta em que vivemos. Daí que considere que vamos entrar num novo ciclo de globalização: mais equilibrado e mais regulado.

Depois qual o papel das superpotências no mundo divido entre uns Estados Unidos a querer ficar mais voltados para dentro de si mesmo e uma China com um desejo de querer se afirmar como uma grande potência económica e militar do século XXI. Será um século com mais interdependência entre todas as nações. Uma das lições que teremos de retirar deste período, para o momento pós COVID 19, é que a Europa terá de se afirmar estrategicamente no mundo. A China não poderá ser a fábrica e o armazém do mundo deixando-nos somente com as lojas e os escritórios.

Portugal terá também de retirar algumas lições e preparar-se para mudar o seu modelo económico e saber conservar o seu modelo social. Graças a ele, o Serviço Nacional de Saúde deu uma resposta que tranquilizou o país.É a hora de saber não desiludir os portugueses. Será, pois, a hora para se ter coragem para fazer as novas reformas que o mundo pós COVID 19 vai exigir.

texto publicado a 6 de maio

https://www.vozportucalense.pt/2020/08/03/covid-19-compacto-de-opiniao-pensar-o-futuro/

Jornal Grito Rural Julho 2020






Apresentação de “Grito Rur@l” - julho


O verão está aí. Porém este verão já é um verão diferente condicionado pelo Covid-19.
Este tempo de férias com muita mobilidade da população, cruzando-se uns para as praias outros para a natureza campestre.
Neste tempo em que os emigrantes vêm à sua terra visitar os seus. Sente-se que muitos não vieram. É muito notório.
A vida já não é igual. Só nos falta seguir mais os conselhos e orientações do papa Francisco no caminho da conversão ecológica.
Reparai especialmente no artigo sobre estarmos no Ano da Laudato Sí – para ouvir o Grito Terra e dos pobres.

Atendamos também à recomendação do novo presidente da Conferência Episcopal, o bispo D. José Ornelas, de Setúbal: “É juntos que se constrói um mundo para todos”.

Passem a palavra a outros amigos.
                                            Pe. Batalha

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REABERTURA DE ACTIVIDADES

REABERTURA DE ACTIVIDADES

Ocorreu no passado sábado, dia 6, a Assembleia Ordinária do Conselho de Fundadores, que assinalou a reabertura da casa às actividades, como todas as medidas de segurança impostas pelas autoridades de saúde.
Veja aqui o registo desse dia!
Estamos disponíveis para agendamento da sua reunião/acção de formação, etc


Contacte:
☎️ 261 422 790
📧 geral@casadoo
este.pt



Eucaristia 

Assembleia - Conselho de Fundadores 

Almoço 

CONSELHO DE FUNDADORES
Próximo sábado, dia 6 de Junho, sessão ordinária de Fundadores, que terá lugar na nossa sede ás 10h30

📍 Casa do Oeste
10h00 - Celebração Eucaristia
🍽13h00 - Almoço

É necessário confirmar a presença, para o almoço, através do telefone: 261 422 790 ou por e-mail: geral@casadooeste.pt.

Amigos,

Esperamos que estejam de boa saúde!

Vimos informar que, a partir de 1 de Junho, a Casa do Oeste deixa de estar requisitada pela Câmara Municipal da Lourinhã para servir de Centro de Acolhimento no âmbito do Plano de Contingência municipal. Felizmente não foi efetuada qualquer utilização das instalações da Casa pela proteção civil ou autoridade de saúde.

As nossas instalações voltam a poder receber atividades salvaguardando o cumprimento das normas para proteção estabelecidas pela DGS e com os seguintes limites de participantes:
- 50 participantes para conferências/colóquios/formações com recurso ao auditório
- 44 participantes para atividades com dormidas (apenas poderão utilizar o mesmo quarto pessoas da mesma família);
-  44 participantes para utilização do refeitório.

Informamos, ainda, que estamos a trabalhar para que os cuidados de higienização e segurança na utilização das instalações sejam os adequados às atuais circunstâncias e assinalamos que as dinâmicas de interação entre os participantes serão da responsabilidade da entidade organizadora de cada atividade. Os materiais de proteção individual para os participantes são, igualmente, encargo de cada organização.

Contactem-nos em caso de permanecerem dúvidas.

Abraços solidários…
O Conselho de Administração da Fundação João XXIII/Casa do Oeste
Nenhuma descrição de foto disponível.

Amigo,

Nesta época de resguardo pessoal e familiar, vimos deste modo agradecer o teu generoso apoio à Fundação João XXIII / Casa do Oeste através da consignação de 0,5% do teu IRS no ano passado.

Pedimos-te que voltes a apoiar a Casa por essa via, sem qualquer encargo para ti, sendo apenas necessário seguir os passar que indicamos de seguida:


Basta inserir o número de contribuinte da Fundação - NIF 502683430, no campo 11 da folha de rosto da tua declaração de IRS, escolhendo como entidade beneficiária o código 1101.


Bem hajas pela tua ajuda.
 
O Conselho de Administração





"Amigos,

O Conselho de Administração Fundação João XXIII/Casa do Oeste espera que todos se encontrem de boa saúde, nestes tempos difíceis, inimagináveis há pouco mais de um mês...

É, neste contexto de emergência que estamos a viver, que vimos comunicar que a Casa do Oeste tem as suas atividades suspensas, por tempo indeterminado, seguindo as orientações do Governo português e no sentido de contribuir para a prevenção da propagação do COVID 19. Deste modo, a Assembleia da Fundação , marcada para o dia 28 de março não se irá realizar.

Informamos, neste contexto, que as instalações da Casa do Oeste foram solicitadas pelos serviços da Proteção Civil da Câmara Municipal da Lourinhã, para integrar a lista de locais no concelho de "Zonas de concentração e apoio à População", caso venha a ser necessário.

Apelamos a todos que, de forma responsável, zelem pela vossa proteção e pela proteção dos que estiveram mais próximos, pois só dessa forma poderemos responder o mais rápido possível a esta situação de calamidade nacional.

Unidos  e imbuídos do espírito cristão, aproveitemos este momento difícil para nos aproximar ainda mais d’Aquele que é o Caminho e a Vida!

Abraços solidários,


O Conselho de Administração

Pe. Joaquim Batalha/ Luis Gonzaga/ David Gamboa/ Leonor Batalha /Paula Cascais /Ana Tabarra Santos / Pedro Quintans


RECOLHER POR CÁ, DAR POR LÁ
Famílias de coração, são um grupo de voluntários, coordenados pelo Núcleo da Guiné da Fundação João XXIII, que acolhem crianças da Guiné-Bissau necessitadas de tratamento médico e hospitalar em Portugal e que, nestes 3 anos de existência, receberam mais de 100 crianças.
Este grupo tem a decorrer, neste momento, uma campanha intitulada: “Recolher por cá, dar por lá”.  Estas e outras crianças revelam escassez de bens essenciais no seu país. Nesta recolha pretende-se angariar:  leite em pó, enlatados, óleo, bolachas sem recheio, massas, fraldas, cremes hidratantes, sabonetes, pastas e escovas de dentes, material escolar e brinquedos. Está a ser preparado o envio de um contentor com os produtos recolhidos. Um dos pontos de recolha é a Casa do Oeste.
Podem ainda ser feitos donativos através do IBAN: PT50 0033 0000 4549 7084 2830 5. Para mais informações +351 916 126 473 ou redar.guine@gmail.com ou geral@casadooeste.pt .


APRESENTAÇÃO DE “GRITO RUR@L” NOVO
Como foi anunciado vimos trazer a nova imagem do jornal dos Movimentos Rurais da Ação Católica, na sua forma humilde de quem não tem dinheiro para mais.
Mas não se quer menos que os outros. É apenas diferente. Também queremos trabalhar pela diferença.
Quer ser o porta-voz, uma voz, do mundo rural, na região do Oeste e levar a todos uma mensagem de paz, de diálogo e de empenho pelo desenvolvimento solidário e integral que a Ação Católica quer promover, inspirada pelo Concílio Vaticano II e pela espiritualidade de João XXIII, nosso patrono.
Pedimos-te que nos angaries amigos que queiram receber o nosso Grito Rur@l.
Basta enviar-nos o seu E-mail.
 



CLUBE IDADE+
NA CASA DO OESTE
 No passado dia 22, cerca de 70 participantes do Clube idade + , do concelho da Lourinhã, tiveram a oportunidade de visitar e conhecer a Fundação João XXIII/Casa do Oeste e ser informados sobre as atividades que poderão usufruir. O David Gamboa fez um breve resumo da história da Fundação até aos dias de hoje e a Celina Fernandes falou sobre os Campos de Férias para a 3º idade, convidando-os para se inscreverem nesta atividade que vai decorrer na Casa do Oeste na última semana de junho.
O nosso muito obrigado á organização desta iniciativa, na pessoa da técnica Teresa Silva, da Divisão Sociocultural e Saúde do Município da Lourinhã.

 

AJUDA À GUINÉ-BISSAU
“(DES)FAZER A (IN)DIFERENÇA”
     No passado dia 18/12, as professoras Lídia Correia e Alice Rocha dirigiram-se à Casa do Oeste – Fundação João XXIII,  que desenvolve vários projetos solidários, entre eles “Solidariedade com a Guiné”, para proceder à entrega do produto angariado na campanha promovida no Agrupamento de Escolas Joaquim Inácio da Cruz Sobral (AEJICS), “(Des)fazer a (In)diferença”.
     Desde 1990, a Fundação desenvolve ações de solidariedade com o povo da Guiné, apoiando projetos locais nas áreas da educação, da agricultura e da saúde, privilegiando os projetos de associativismo e cooperativismo local. A ação concretiza-se através da promoção de ‘Férias solidárias’ (grupos de voluntários que se deslocam à Guiné para trabalho nos projetos apoiados), recolha e envio regular de apoio financeiro, materiais escolares, equipamentos, materiais de construção civil, medicamentos, máquinas e viaturas, entre outros. Para mais informação acerca da instituição em causa, poder-se-á consultar o link que se segue – https://www.casadooeste.pt/a-fundacao/orgaos-sociais/
     No âmbito da recolha e envio de materiais escolares, o Agrupamento de Escolas de Sobral de Monte Agraço tem colaborado, desde há alguns anos, através da recolha de manuais escolares, que são entregues ao cuidado da Fundação, logística que tem contado com o apoio da Autarquia no transporte das caixas até à sede da Casa do Oeste. Também a Biblioteca Municipal do nosso concelho se tem associado a algumas campanhas, colaborando com a doação de algumas obras. Este ano, alargamos o âmbito da recolha e as bibliotecas escolares propuseram à comunidade educativa a colaboração com esta missão através da doação de material escolar e livros infanto-juvenis. O resultado provou que o espírito solidário é, de facto, característico do nosso povo, e que é importante sensibilizar desde cedo os mais novos para a partilha com quem mais precisa.
     Os bens doados (livros, mochilas, estojos, cadernos, lápis de cor e de cera, réguas, canetas, entre outros) foram entregues nas três bibliotecas escolares, devidamente organizados e etiquetados para a viagem longa que irão fazer até ao seu destino final (em contentores destinados ao efeito) e transportados, mais uma vez com o apoio da Autarquia, até Ribamar. Aí, visitamos as instalações da Casa do Oeste e soubemos um pouco mais acerca da sua Fundação e âmbito de ação, guiadas pelo senhor padre Joaquim Batalha, responsável pela Casa e presidente do Conselho de Administração. Terminámos o nosso encontro, após entrega dos bens doados, num breve momento de confraternização, brindando aos que colaboram com estas causas e delas beneficiam.
Texto publicado no blog do agrupamento https://benalinha.wordpress.com/
Professoras Lídia Correia e Alice Rocha
Agrupamento de Escolas Joaquim Inácio da Cruz Sobral