MENSAGEM DA PAZ.
Reflexão da Equipa Diocesana da LOC-MTC de Lisboa
Migrantes e Refugiados: homens e mulheres em busca de paz.
O tema escolhido pelo Papa para a mensagem do Dia Mundial da Paz do ano de 2018 convida-nos a uma reflexão comunitária e implica-nos na Acão diária, no compromisso com os nossos irmãos. Não podemos ficar indiferentes.
O Papa Francisco lembra-nos que a paz que os anjos anunciaram aos pastores na noite de Natal, é uma aspiração de todas as pessoas e de todos os povos, sobretudo dos que mais sofrem com a sua falta, e recorda os 250 milhões de migrantes no mundo, dos quais 22 milhões e meio são refugiados. As pessoas fogem da guerra, da fome, da pobreza e partem à procura de melhores condições de vida e de trabalho para poderem viver com dignidade e paz. Isto acontece no interior das fronteiras nacionais e fora delas.
Urge trabalhar na elevação da consciência social e política dos cidadãos através da educação, combater a exploração, as desigualdades, o racismo, a xenofobia, as causas da pobreza e alertar para os valores da vivência pacífica em sociedade.
Pertencemos todos a uma mesma família – a família humana. Diz-nos S. Paulo: Tende entre vós os mesmos sentimentos, que estão em Cristo Jesus. Procurai ter os mesmos sentimentos, assumindo o mesmo amor, unidos numa só alma, tendo um só sentimento; Não façam nada por ambição, nem por vaidade; mas, com humildade, considerai os outros superiores a vós próprios, não tendo cada um em mira os próprios interesses, mas todos e cada um exactamente os interesses dos outros (Fil 2,2-5).
O Papa Francisco impele-nos a abraçar por dentro todos aqueles que fogem da guerra e da fome ou se vêem constrangidos a deixar a própria terra por causa de discriminações, perseguições, pobreza e degradação ambiental. Há muito caminho a percorrer até que os nossos irmãos e irmãs possam voltar a viver em paz numa casa segura, refere o Santo Padre. Por isso, acolher o outro, colocarmo-nos na sua pele, promover, integrar, proteger é sentido de compromisso. Atitude vigilante, gestão responsável de Governantes e comunidades é o que se exige. 
O acto criador de Deus também é obra do presente, refere a mensagem da Equipa Nacional da LOC/MTC. Que sejamos construtores de um projecto de vida para todos e com todos, onde haja lugar para o sonho, para a esperança, para a solidariedade e para a justiça social. Unidos construiremos um mundo melhor, porque mais humanizado, é um mundo de PAZ.
28 de Dezembro de 2017  
SANTO E FELIZ NATAL
O Conselho de Administração da Fundação João XXIII- Casa do Oeste deseja a todos os Fundadores, Amigos da Casa e familiares, bem como a todos os que ao longo de 2016 usufruíram dos serviços desta Instituição um SANTO E FELIZ NATAL.




FESTA DE NATAL DA CASA DO OESTE
CONSELHO DE FUNDADORES

No dia 9 de dezembro, como estava previsto e amplamente divulgado, ocorreram duas atividades na Casa do Oeste de grande significado para os fundadores, amigos e familiares: o Conselho de Fundadores e o Jantar/Festa de Natal.
O CONSELHO DE FUNDADORES, assembleia importante na estrutura da Instituição, que tem como competências designar as listas dos órgãos da Instituição a apresentar para nomeação ao Ordinário Diocesano, bem como pronunciar-se sobre todos os assuntos que o Conselho de Administração entenda submeter à sua apreciação, nomeadamente, o programa de atividades e o orçamento para o exercício seguinte, o relatório e contas de gerência do ano findo e ainda apreciar e votar qualquer iniciativa ou proposta apresentada pelos Fundadores. (Estatutos art.º 28).
Foram apresentados pelo Conselho de Administração,  nesta assembleia, o Plano de Atividades e Orçamento para 2018, que depois de apreciado, mereceu voto favorável de todos os presentes, cerca de 30 fundadores.
Foi ainda apresentado pelo Conselho de Administração para  início de discussão e debate uma iniciativa de repensar o futuro da Casa do Oeste para 10/20 anos:  novas  ideias, projetos, e quais os públicos.
Algumas das questões levantadas:
 1 -Sobre a Fundação: a sua recolocação legal  junto do Patriarcado, a sua função como IPSS, outras competências a estudar?
2 -sobre o edifício:  o que mais pode ser feito? o que pode ser melhorado?
3- sobre novas áreas de atuação: que valências ( locais, regionais, diocesanas, etc? 
4 – sobre a sua visibilidade? ligação exterior à comunidade civil; à Diocese a outras dioceses, a outros movimentos.
Este tema será objeto de novas sessões de trabalho e terá a apresentação de uma proposta concreta no próximo Conselho de Fundadores que se realizará em março de 2018.
Depois da celebração da EUCARISTIA presidida pelo Pe Batalha e muito participada pelos presentes que encheram a Capela da Casa do Oeste realizou-se o tradicional JANTAR  FESTIVO DA ÉPOCA NATALICIA.
Participaram no JANTAR um numeroso grupo de amigos da Casa do Oeste, um total de 115 pessoas, que, em alegre convívio, saborearam uma belíssima ementa (caldeirada de borrego e perú assado no forno) para além de outras iguarias.
Durante o jantar o Grupo musical “Amigos d´Esse”  (grupo vindo de Lisboa e constituído por 8 jovens e adultos com as suas vozes, guitarras e piano) encantaram os presentes com um belíssimo concerto de canções de sabor a natal, que mereceu um fortíssimo aplauso.
Num gesto de reconhecimento pelo zelo e dedicação, o Conselho de Administração, entregou uma prenda simbólica às 4 trabalhadoras que asseguram o funcionamento da Casa ao longo do ano.
A todos os participantes nesta FESTA, ao grupo musical presente, às funcionárias da Casa, aos voluntários que ao longo do ano (e nesta quadra) mantêm e adornam a Casa, a todos os AMIGOS que contribuem com o seu estimulo e apoio  que esta CASA DO OESTE cumpra a sua missão um MUITO OBRIGADO. (AL)


 



FESTA DE NATAL DA CASA DO OESTE
Realiza-se a já tradicional FESTA DE NATAL DA CASA DO OESTE no dia 9 de dezembro com o seguinte PROGRAMA: 
·         19,3O Horas – Celebração da Eucaristia
·         20,30 Horas – Jantar de Natal
·         Preço -7,50€
·         Durante o JANTAR haverá atuação do grupo musical “Amigos d’Ésse” (Lisboa)      
Contamos com a tua presença e pedimos que tragas contigo outros amigos.
É necessário confirmar a presença para o jantar, até ao dia 7 de Dezembro, para o Secretariado tel. 261 422 790 ou 915779037, e-mail: casadooeste@sapo.pt
Informamos que, quem quiser adquirir prendas para os seus familiares e amigos, pode fazê-lo a preços muito acessíveis, na Loja PÉ DE MEIA da Casa do Oeste: livros, compotas, vinhos e licores, peças de artesanato, etc.


REBANHOS DE CABRAS: UMA DAS SOLUÇÕES PARA A GESTÃO DO FOGO
 
A Cooperativa Terra Chã promove no dia 29 de novembro, no Auditório dos Paços do Concelho de Rio Maior, o seminário “Cabras-Fogos-Gestão de Habitats”.
A iniciativa pretende dar a conhecer o trabalho da silvopastorícia dinamizado por associações, empresas e munícipios onde se utilizam os rebanhos de cabras em pastoreio extensivo, sob a forma de pastoreio dirigido, procurando que a ação das cabras tenha impacto significativo na gestão de combustíveis e na gestão de habitats e, como consequência na minimização do impacto dos fogos rurais.
Trata-se de uma rede colaborativa de diversas organizações e entidades que cooperam na permuta de experiências e de conhecimento à volta do pastoreio extensivo como uma das possibilidades de intervenção das problemáticas dos fogos rurais.
 

Segundo, Júlio Ricardo, dirigente da Coop. Terra Chã, “...o abandono dos terrenos agrícolas, associados à agricultura familiar e de pequena e média escala, a substituição de culturas que ainda formavam um determinado mosaico agrícola, com faixas de descontinuidade que impediam a atual dimensão dos incêndios e a progressão dos matagais, contribuiu para a atual calamidade que todos os anos transforma o nosso país em triste notícia”.
Acrescenta, ainda, “que não podemos culpabilizar os idosos que ficaram nas suas aldeias e que, perante as dificuldades provenientes da idade e de uma legislação penalizadora da pequena agricultura, foram nas suas pequenas parcelas de terreno, substituindo a vinha, os pomares e outro tipo de culturas pelo eucalipto, pelo pinheiro manso ou bravo porque sabiam que, sem gestão, de tempos em tempos, poderiam receber um pequeno proveito financeiro, que juntariam às suas magras reformas”.


Assim, durante as últimas décadas, fomos deixando acumular barris de pólvora, uns sobre os outros, e aproveitando os Verões e Outonos para carpir tristes situações, num crescendo que culminou neste ano de 2017.
No entanto, começa a ser tarde, para abrirmos os olhos e afirmarmos, de viva voz, que é fundamental garantir a sustentabilidade da gestão do mundo rural .

Há que dar visibilidade a quem teimosamente demonstra a viabilidade do mundo rural.  No concelho de Arcos de Valdevez, a Associação Territórios com Vida e a empresa familiar Quinta Lógica trabalham com os seus rebanhos de cabras. Na Associação Montis, em Vouzela, olha-se para o território com olhos de ver e de pensar e faz-se uma gestão de vastos terrenos, quer adquiridos pela associação, quer cedidos para gestão, conciliando as espécies, a intervenção e o fogo.
Mais ao lado, na Serra das Estrela, a Associação Florestal Urze trabalha com o seu rebanho de cabras na manutenção das faixas de descontinuidade, tentando a minimização do impacto dos fogos rurais.
O Munícipio de Penela há muito tempo que desenvolve uma parceria com a Coop Terra Chã para aprendizagem recíproca sobre a utilização dos rebanhos. Desta vez, estará no seminário a Associação de Moradores da Aldeia da Ferraria de S. João que resolveu intervir e criar uma zona de proteção à aldeia, arrancando os pés de eucaliptos em cerca de 6 ha, indo colocar espécies autóctones e reintroduzir rebanhos de cabras e ovelhas para assegurar a limpeza pela pastagem.
Da Galiza participará a experiência da Coop. Monte Cabalar que tem uma experiência de gestão de milhares de hectares nos montes galegos, onde predominam, nas pastagens extensivas o gado bovino e cavalar.
 
O seminário tem início com uma visita à aldeia de Chãos, para ver, in loco, o trabalho do rebanho de cabras da Coop Terra Chã. Miguel Freitas, Secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural integrará a visita dos participantes do seminário ao projeto da Terra Chã e fará a abertura do seminário, que decorrerá no Auditório da CM de Rio Maior.
 

Júlio Ricardo, da Terra Chã refere ainda que “... este projeto faz parte de um trabalho da rede portuguesa de pastoreio extensivo que, a partir do trabalho que já desenvolve, resolveu fazer uma candidatura a Grupo Operacional da Rede Rural Nacional, visando a aprendizagem mútua, a conceptualização de um novo conceito de pastoreio, a disseminação e a aplicação das boas práticas identificadas. E porque é importante a componente científica, o projeto também tem a parceria do INIAV e do Instituto Superior de Agronomia”. 

Numa 1ª fase de candidatura, o projeto não foi aprovado porque os decisores consideraram que havia falhas nos fatores de inovação porque parece, que não se apresentavam novos produtos, nem novos resultados, naquilo que a parceria considerou uma visão de inovação que esquece a alteração de modelos de gestão e de modelos de comercialização como componentes centrais do uso inovador do pastoreio numa gestão do território socialmente mais útil e mais sustentável!...”
 

 

 

 


HOMENAGEM AO ENGº AMADO  SILVA

Na próxima 6ª feira,  dia 24 de Novembro, vai realizar-se em Caldas da Rainha, uma homenagem ao Engº Amado, que faleceu há 10 anos, mas a sua obra e dedicação, continua ainda bem presente na memória de muitos agricultores do oeste, nomeadamente em muitos militantes da Ação Católica Rural, que participaram em diversas atividades de formação por si orientadas.

Esta homenagem é uma oportunidade para realçar a importância  e a atualidade de muitos dos seus trabalhos, nomeadamente na fruticultura, bem como  a forma de estar presente junto dos agricultores, atitudes a que importa hoje realçar e dar continuidade.

A AÇÃO CATÓLICA RURAL ASSOCIA-SE À HOMENAGEM

“Passam neste mês de Novembro dez anos sobre o falecimento do engº Amado. Um grupo de amigos e algumas organizações levam a cabo umas jornadas técnicas e um jantar em homenagem ao homem e ao técnico de fruticultura que foi o Amado.
            Também nós, ACR nos associamos a esta homenagem. No final dos anos 70, a ACR decidiu promover por algumas aldeias do Oeste, concelhos do Bombarral e Lourinhã ações de formação agrícola. Esta formação, que decorria numa manhã ou numa tarde durante um dia por semana, dividia-se em duas partes. Na primeira, a cargo da ACR divulgava-se a Mater et Magistra do bom papa João XXIII, nos capítulos em que se abordava a agricultura e sobretudo o associativismo e a cooperação. A outra parte sobre técnicas agrícolas nos sectores da horticultura, fruticultura e vinha. Na fruticultura logo se encontrou no engº Amado e outros, um grande entusiasmo nestas ações de formação que se desenvolveram durante um ano desde as podas até à colheita. Foi um técnico que sempre se colocou ao lado dos agricultores, com uma simplicidade cativante que sabia ouvir a experiência dos agricultores e lhes transmitir os seus conhecimentos ajudando-os a melhorar as suas culturas frutícolas. Deixou junto destes agricultores uma grande amizade e da parte destes uma grande admiração pelo homem e pelo técnico.”

Luis Gonzaga Nunes

 



FESTA DAS COLHEITAS
A tradicional Festa das Colheitas é um grande dia de CONVIVIO entre todos os amigos da Casa do Oeste…festa de solidariedade/partilha de bens agrícolas e outros para angariação de fundos para a Ação Católica Rural e de apoio às atividades da Casa do Oeste…é também o dia solene de abertura do ano apostólico.

HORÁRIO:
09,30h – Chegada dos produtos oferecidos para venda e montagem do Mercado
11,30h Missa solene presidida por D. José Traquina
13,00h Almoço – ementa caseira
14,30h- Mercado do Oeste – frutas, hortícolas, batata, vinho, abóbora, bolos, filhós, água-pé, compotas, etc, etc
  - Animação Musical
- Oficina – Circulo das sementes

CONTAMOS CONTIGO…TRAZ OUTORS AMIGOS!
 


 



JORNAIS ALIMENTAM A CALÚNIA
Depois da apreensão de roupas de marca Salsa, no Barril (Mafra) e em Torres Vedras, no início de Setembro, a GNR continuando a investigação no princípio  de Outubro, segundo dizem os jornais, teria apreendido 96 mil peças em Fiães, Santa Maria da Feira, no valor de 4,25  milhões de euros, atribuídas à mesma Associação “Viver 100  Fronteiras”. A comunicação social,  nas notícias veiculadas, não faz a diferenciação entre as duas Instituições e continua a referenciar a Fundação João XXIII/Casa do Oeste e o seu Presidente, P. Joaquim Batalha. Em Comunicado dirigido à Comunicação Social a Fundação João XXIII/Casa afirma peremptoriamente:
Alguns meios de comunicação social, a partir do dia 6 de setembro, e com nova insistência no início do mês de outubro, difundiram notícias que envolvem a Fundação João XXIII-Casa do Oeste, com sede em Ribamar (Lourinhã), acusando-a do desvio de verbas resultantes da venda de peças de roupa, doadas para distribuição à população da Guiné-Bissau.
Os membros do Conselho, vêm esclarecer o seguinte:
1-      Confirmam a ocorrência de uma operação policial, que teve lugar apenas em 04 de setembro de 2017, com buscas efetuadas às instalações da sede e ao armazém no Sobreiro (Mafra), onde se depositam os bens doados até ao seu envio para a Guiné, não tendo sido feita qualquer apreensão;

2-      A Fundação não tem, nem nunca teve, instalações nem atividades no local do Barril, concelho de Mafra, nem em Torres Vedras, nem em Fiães, Santa Maria da Feira, nem tão pouco qualquer colaborador/a ou voluntário/a nesses locais  referidos nas notícias….

3-      A Fundação João XXIII sugere aos Órgãos de Comunicação Social uma visita à sua Delegação em Ondame, Região de Biombo, na Guiné-Bissau, e verificar, in loco com a população autóctone, as iniciativas e obras solidárias que, com o esforço de muitos voluntário/as, conseguiu realizar…
A.L.
 

CONVIVIO SOLIDARIEDADE COM O POVO DA GUINÉ BISSAU
À semelhança de anos anteriores vamos realizar no próximo domingo, dia 22 de Outubro, um CONVIVIO  para  todos os colaboradores, amigos e familiares que se sintam irmanados nesta obra da Fundação João XXIII-Casa do Oeste de  Solidariedade com o Povo da Guiné.
Para além de nos encontrarmos e confraternizarmos,  será um momento importante para tomarmos conhecimento dos projetos que se têm vindo a desenvolver na Guiné e, mais uma vez, avaliar da importância desta Solidariedade.

Neste momento em que vários meios de comunicação social têm posto em causa a seriedade deste trabalho e divulgado noticias distorcidas, importa reforçar a nossa determinação e aumentar e melhorar a nossa resposta às necessidades imperiosas e aos apelos que nos vêm da Guiné através de muitos e extraordinários animadores/liders guineenses que confiam e esperam o nossos valioso apoio.
CONTAMOS COM A TUA PRESENÇA NESTE CONVIVIO E COM A DOS TEUS AMIGOS E FAMILIARES! JUNTA-TE A NÓS!
A.L.

BARCO AMBULÂNCIA

JÁ ESTÁ EM BISSAU

O barco- ambulância, projeto que a Fundação João XXIII-Casa do Oeste  tem vindo a trabalhar desde 2011, (angariação de fundos, aquisição, reparação, equipamento, documentação, legalização e transporte) chegou finalmente à Guiné transportado pelo navio Hidrográfico da Marinha Portuguesa.
O barco destina-se a tirar do isolamento a população da ilha de Pechiche, uma ilha que tem 6.000 habitantes e que, sobretudo a nível da saúde, precisa muito dum meio de transporte seguro que possa acudir aos doentes, às grávidas e às crianças.

Acabamos de receber a mensagem do delegado da Fundação na Guiné, prof. Raul da Silva que diz o seguinte:
“Vim testemunhar  que operação de desembarque do barco, correu bem,  como planificado.  O barco já está no lugar onde deve ficar, provisoriamente,  em Quinhamel . Recebemos isenção total  dos Portos de Bissau (APGB) e  das Alfandegas de Bissau. Só pagámos grua e a escolta a Quinhamel. Graças a Deus...    “Se Deus é por Nós, quem estará contra nós”...Seguem já imagens…mas vamos mandar mais imagens. Hoje às dez horas tenho uma entrevista direta na Radio Capital, num programa muito ouvido e público. Queira a Deus que tudo corra bem…”
A.L.
 

DIA DE S. JOÃO XXIII, PAPA

Hoje dia 11 de Outubro, a igreja celebra a memória Litúrgica do Papa São João XXIII
Quem foi?
O seu testemunho de bondade é muito bonito, mas fiquemos só com estas notas:
No seu curto pontificado de cinco anos escreveu oito encíclicas, sendo as principais a Mater et Magistra (Mãe e Mestra) e a Pacem in Terris (Paz na Terra).
Devido à sua bondade, simpatia, sorriso, jovialidade e simplicidade, João XXIII era aclamado e elogiado mundialmente como o "o bom Papa João" ou o "Papa da bondade". Mas, mesmo assim, vários grupos minoritários de católicos tradicionalistas acusavam-no de ser maçon, radical esquerdista e herege modernista por ter convocado o Concílio Vaticano II e promovido a liberdade religiosa e o ecumenismo.  

Ele foi declarado Beato pelo Papa João Paulo II no dia 3 de Setembro de 2000. É considerado o patrono dos delegados pontifícios e a sua festa litúrgica é celebrada no dia 11 de Outubro.

 Foi canonizado em 27 de Abril de 2014, domingo da Divina Misericórdia, juntamente com o também Papa João Paulo II. A missa de canonização foi presidida pelo Papa Francisco e concelebrada pelo Papa Emérito Bento XVI

Há um poema da sua filosofia de vida: «Hoje apenas hoje» que a seguir se transcreve e que está musicado pelo  P.Teodoro de Sousa.
O meu abraço amigo, em comunhão com João XXIII e com a sua simplicidade e alegria
Pe. Batalha
 

HOJE APENAS HOJE
“Procurarei viver pensando apenas no dia de hoje, sem querer resolver de uma só vez todos os problemas da minha vida.
 
Hoje, apenas hoje, terei o máximo cuidado na minha convivência: afável nas minhas maneiras, a ninguém criticarei, nem pretenderei melhorar, nem corrigir ninguém à força se não a mim mesmo.
 
Hoje, apenas hoje, serei feliz na certeza de que fui criado para a felicidade, não só no outro mundo mas também já neste.
 
Hoje, apenas hoje, adaptar-me-ei às circunstâncias sem pretender que sejam todas as circunstâncias a adaptarem-se aos meus desejos.

Hoje, apenas hoje, dedicarei dez minutos do meu tempo a uma boa leitura. Assim como o alimento é necessário para a vida do corpo, assim a boa leitura é necessária para a vida do espírito.

Hoje, apenas hoje, farei ao menos uma coisa que me custa fazer; e se me sentir ofendido nos meus sentimentos, procurarei que ninguém o saiba.

Hoje, apenas hoje, farei uma boa acção, e não o direi a ninguém.

Hoje, apenas hoje, executarei um programa pormenorizado. Talvez não o cumpra perfeitamente, mas ao menos escrevê-lo-ei. E fugirei de dois males: a pressa e a indecisão.

Hoje, apenas hoje, acreditarei firmemente - embora as circunstâncias mostrem o contrário - que Deus se ocupa de mim como se não existisse mais ninguém no mundo.

Hoje, apenas hoje, não terei qualquer medo. De modo especial não terei medo de apreciar o que é belo e de crer na bondade.”

João XXIII, Papa

 

BARCO - AMBULÂNCIA  RETIRA DO ISOLAMENTO POPULAÇÃO DA ILHA DE PECHICHE  

O barco- ambulância, projeto a que a Fundação João XXIII-Casa do Oeste deitou mãos em 2011, vai finalmente seguir para a Guiné no dia 1 de Outubro no navio Hidrográfico da Marinha Portuguesa. Parte deste sonho, quase impossível, torna-se agora realidade.
O barco destina-se a tirar do isolamento a população duma ilha que tem 6.000 habitantes e que, sobretudo a nível da saúde, precisa muito dum meio de transporte seguro que possa acudir os doentes, as grávidas e as crianças.

Este projeto tem vindo a ser posto de pé, gradualmente, por um grupo dinâmico e persistente de  voluntários  da Fundação que trataram de angariar fundos, gerir ofertas de trabalho de recuperação da embarcação, tratar da documentação e das questões legais e, finalmente, conseguir o seu  transporte para a Guiné.
Assegurar uma boa gestão (uso e manutenção) deste equipamento na Guiné é a tarefa árdua que agora se põe, e que já tem vindo a ser preparada pela nossa Equipa Coordenadora da Solidariedade com o Povo da Guiné e pelos delegados da Fundação em Bissau.

Este projeto nasceu de uma visita feita em 2011 à Ilha de Pechiche, por um grupo de voluntários da Fundação que se encontravam em Ondame  e da constatação das difíceis condições de transito entre a ilha e o continente (e vice-versa) pelas populações locais. A viagem é feita em canoa em condições muito precárias, sendo frequentes os acidentes e lentas as travessias. Um dos grupos de voluntários assistiu ao transporte da Ilha para o continente, por um dos pescadores locais, de uma parturiente em que o percurso junto a terra teve que ser feito às costas, tendo a mulher perdido o bebé. As dificuldades na travessia são enormes e o isolamento é total.

Este cenário levou a que, de imediato, os voluntários da Fundação equacionassem a hipótese de desencadear um movimento de solidariedade para se adquirir um barco com condições adequadas para serviço de ambulância e de apoio às populações desta ilha.
A iniciativa foi de imediato transmitida à missão católica de Bloom e aos  bispos de Bissau  que a acolheram com muito agrado.  

Características do barco:
Nome- “DIFÍCIL” e o nº 9535PE5  - Peniche
Comprimento – 8,60 metros
Largura - 2,48 metros
Altura – 2,80 metros (com armação)
Peso - 1800 kg
Tem 2 motores de 75 cv  cada um
Está equipado com 3 macas e com toda a palamenta (equipamento de socorros obrigatório)
Equipado também com GPS, sonda de profundidade e rádio obrigatório
Tem uma rampa de portaló para subida/descida de doentes
Funcionalidade principal: Ambulância
Ficará sediado, em principio, em Ondame ,no porto de Sidja
A.L.





DONATIVO DA FUNDAÇÃO JOÃO XXIII CHEGA ÀS  ORGANIZAÇÕES DA GUINÉ APÓS DOIS MESES NO PORTO DE BISSAU 
A Fundação João XXIII- Casa de Oeste doou em Julho passado a várias organizações da Guiné-Bissau um donativo constituído por duas viaturas e vários materiais escolares.
As viaturas são destinadas à Cooperativa Escolar São José, para o reforço da dinâmica local e à Cooperativa Agrícola “COAGRI” João XXIII em Quinhamel e os materiais escolares para Associação dos Surdos e Mudos da Guiné-Bissau.
O Delegado da Fundação João XXIII na Guiné-Bissau, Raul da Silva mostrou-se apreensivo com a morosidade de dois meses para desalfandegamento do donativo.


Raúl Da Silva assegurou que pagaram mais de oitocentos mil francos (cfas) para o despacho do donativo e, ao constatar que é doação, a  “Comissão de Núcleo de Valores” criada pelo Governo, aumenta o valor do despacho que desembocou-se em “ziguezague, tempo de demora”, de dois meses, para libertar os contentores, tendo alguns produtos alimentícios ficado danificados.  
O delegado afirma, ainda, que são obrigados a pagar diariamente dez euros por tempo de demora de donativo, por aquilo que se chama de “burocraciPede a” das autoridades nacionais.
Porém a organização não desarma. Pede a intervenção do Governo na celeridade do processo de desalfandegamento e a isenção de donativos destinados ao país.

A delegação local da organização reafirma que acusações feitas contra Fundação sobre o alegado desvio de roupa “salsa” não tem nada a ver com a instituição.
Recordamos que, há mais de vinte cinco anos, a Fundação João XXIII recolhe donativos em Portugal, envia-os para os mais carenciados na Guiné-Bissau.

Mas  como pedir a uma organização humanitária para pagar mais de oitocentos mil francos cfa, para doar donativo? Isto é absurdo! É preciso que o Governo repense o país para o bem- estar dos mais vulneráveis.
Notabanca; 14.09.2017


 
 
 
 
 



VENDA DE ROUPA DOADA - REPERCUSSÕES NA GUINÉ 
Como reação às notícias referentes á VENDA DE ROUPA destinada a ser enviada para a Guiné, publicamos a mensagem que o Prof Raul  Daniel (delegado da Fundação na Guiné-Bissau) nos fez chegar bem como o relato da sua pronta intervenção no esclarecimento da situação.
Mais informamos que tem sido muitíssimas as mensagens recebidas de apoio ao Comunicado emitido, o que muito agradecemos.
O Conselho de Administração da Fundação 
 11 de Setembro 2017

Amigos,  
Como sabeis as informações são desenvolvidas atualmente  através das novas Tecnologias. Ainda quando se trata da situação ligada a um Padre ou religioso(a) a informação ou noticias  voam mais rápido que os ventos em relação a um assassino ou um malfeitor.
Sexta-feira fui contatado Pela Rádio Sol Mansi da Igreja Católica da Guiné- Bissau, para esclarecer o que se passava. Resolvi convocar as outras Rádios e blocos mais ouvidos e mais visitados no País, para tornar público o que se passava e esclarecer as duvidas.
Como esta noticia foi acompanhada através das redes sociais, jornalistas presentes resolveram noticiar também  tanto nas Rádios como também utilizaram estes meios.
Eu vi notícias num Bloco de nome guinedade.  Tanto este bloco , como Notabanca devolveu ao seu público este esclarecimento.
Aproveitei a presença do Bispo auxiliar e muitos Padres religiosas e leigos vindos de muitas localidades do país assistir a ordenação Sacerdotal  de Francisco em Paroquia Santo António de Bandim.
Foi- me dado a palavra e consegui esclarecer e pedi aos presentes que fizesse o mesmo nas suas comunidades.
O Padre Batalha não merece este tratamento. Um Homem que deu toda a sua vida à causa Humana e Religiosa não merece ao que estamos assistir. Que Deus Lhe dê mais força e vontade  de terminar a sua missão. Ámen.
 Raul Daniel

DELEGADO DA FUNDAÇÃO EM BISSAU ESCLARECE QUE ROUPA DESVIADA NÃO ENVOLVE ORGANIZAÇÃO 

O Delegado da Fundação João XXIII Casa de Oeste na Guiné-Bissau nega envolvimento da organização, no suposto desvio de donativos de “roupa salsa” que se destinavam ao país. 

Raul Daniel da Silva respondia hoje à imprensa em Bissau sobre o assunto, deixou claro que a associação “Viver 100 Fronteiras”, na qual foram descobertas as roupas não tem nada a ver com a Fundação João XXIII e muito menos com o padre Batalha.
O delegado assegura que Padre Joaquim Batalha é uma figura que deu provas da sua honestidade, razão pela qual foi condecorado no mês de maio, deste ano em Portugal, pelo presidente de Câmara de Mafra, com uma medalha de ouro como reconhecimento pelos trabalhos em prol dos mais carenciados em Portugal e na Guiné-Bissau. Com tudo, Da Silva não quer avançar com mais detalhes mas esperançado que um dia a verdade venha à ribalta para fazer valer a justiça. Recordando o velho ditado do Jesus Cristo: “A verdade vos libertará”.
Contactado pelas autoridades portuguesas, o padre Joaquim Batalha, de 79 anos, reconheceu a intervenção do GNR, mas negou qualquer irregularidade. E adianta: "Confirmo a busca nas nossas instalações, na sede da Fundação e no nosso armazém, mas garanto que aqui não encontraram nada. Se alguma coisa foi apreendida foi na loja ilegal dessa voluntária, que eu desconheço e que nada tem a ver connosco. É um circuito paralelo que desconhecemos", garantiu o padre.
A doação de roupa em causa é estimada no valor de 208 mil euros.
Recordamos que, a Fundação João XXIII Casa de Oeste realizou a sua 1ª -Conferencia em Bissau, sobre os 25 anos da ação social. Um dia antes da conferência, a organização doou um autocarro de quarenta lugares para Associação dos Surdos e Mudos da Guiné-Bissau e no mesmo ano ofertou sete viaturas aos mais necessitados, do país. 
Publicado em “Notabanca”( 08.09.2017)

 

COMUNICADO DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
                                                  FUNDAÇÃO JOÃO XXIII-CASA DO OESTE

Alguns meios de comunicação social, a partir do dia 6 deste mês, difundiram notícias que envolvem o P. Joaquim L. Batalha, na qualidade de Presidente do Conselho de Administração da Fundação João XXIII-Casa do Oeste, com sede em Ribamar (Lourinhã), acusando-o do desvio de verbas resultantes da venda de peças de roupa, doadas para distribuição à população da Guiné-Bissau.
 Os restantes membros do Conselho, surpreendidos e chocados com tamanha calúnia, informam o seguinte:
1- Confirmam a ocorrência de uma operação policial, com buscas efetuadas às instalações da Fundação e aos armazéns no Sobreiro (Mafra), onde se encontram os bens doados para envio para a Guiné, não tendo sido feita qualquer apreensão de bens;
2. Não faz parte dos/as voluntários/as da Fundação a pessoa referida como tal, nalguns meios de comunicação social;
3. O apoio ao desenvolvimento de projetos locais com populações da Guiné-Bissau resultou da iniciativa de membros da Fundação e teve a cobertura imediata deste Conselho, bem como a adesão subsequente de vários/as voluntários/as e doadores. São inúmeros os donativos registados ao longo de 28 anos de solidariedade e de horas de trabalho voluntário (5.852 horas em 2016 -in Relatório de Atividades,), refletidos nas múltiplos projetos de solidariedade efetuados na Guiné-Bissau e conhecidos de todos;
4. A obtenção de fundos, vai-se conseguindo através de pequenos donativos e de iniciativas específicas, não havendo, propriamente, grandes financiadores (privados ou públicos);
5. É possivel que algumas destas iniciativas incorram, pontualmente, em incorreções de procedimento e, eventualmente, de legalidade; aceitamos singelamente essa limitação, e procuramos ultrapassá-la, tal como todas as outras;
6. O Pe. Joaquim Luís Batalha, tal como os seus pares, acompanha a angariação e a aplicação dos dinheiros velando pela sua correta aplicação e pelas decisões da Comissão Coordenadora dos Voluntários da Guine; ele próprio vem atuando permanentemente, sem remuneração, como seu presidente e como voluntário em pé de igualdade com todos os outros, que pagam dos seus bolsos todas as suas deslocações à Guiné, como podem atestar as largas centenas de voluntários que têm nelas participado;
7. O Conselho de Administração, no seu todo, responde pela Fundação, honra-se nos seus/suas voluntários/as, renova a disponibilidade para cooperar fraternalmente com as referidas populações da Guiné-Bissau e assume, com naturalidade, as suas responsabilidades pelas decisões tomadas e pelos riscos inerentes a quem procura resolver problemas graves, com notória escassez de meios.
Ribamar,08-09-2017
O Conselho de Administração:
Pe Joaquim Luis Batalha
Luis Gonzaga Nunes
Maria Leonor Batalha
António Ferreira Ludovino
David Gamboa
Luis Cipriano
Cristina Bento