Ano "Laudato Si" - Encontros "online"

 

Ano "Laudato Si" - Encontros "online"


Videoconferência  com Dr Juan Ambrósio    22  Janeiro 2021 às 21h

"Desafios da Laudato Si nos caminhos da Solidariedade"

Que desafios estes tempos de pandemia têm colocado ao exercício efectivo da nossa solidariedade para com os mais carenciados? Como unir esforços para melhor ajudar?  

Olhando para as inúmeras necessidades das pessoas, não deixamos que os bens de consumo dominem as nossas vidas. O desapego é o melhor caminho para a alegria da partilha e da solidariedade. (LS 222).

Vamos refletir …partilhar caminhos…encontrar forma de ficar mais perto de quem precisa!

Esta videoconferência dá  sequência ao Encontro (online) que tivemos em 18 de Outubro com Dr.  Juan Ambrósio em que nos sintonizámos com o "sonho" do Papa    - como HUMANIDADE   devemos unir-nos para em conjunto , construir o mundo, cuidando da humanidade e da casa comum. Deus não nos enviou esta pandemia, mas como sempre ao longo da História da Salvação, é nela e no meio  dela que Deus nos fala…por isso o Papa nos desafia a escutar o clamor dos pobres e o grito terra .

Este é um "sonho" largo que necessita de passos concretos para fazer caminho…vamos fazer três encontros revisitando a "LaudatoSi " e aprofundando as formas de agir  nesta três áreas: solidariedade; trabalho/emprego ;meio ambiente

Fevereiro 2021  - Trabalho/Emprego

Março 2021 - Meio ambiente

A ACR conta  com a participação de todos os grupos da ACR e amigos da Casa do Oeste e de outras pessoas que todos iremos ajudar a mobilizar…é em tua casa…

Na proximidade das datas respetivas faremos chegar o endereço digital.

                                                                                         

 




«Na medida em que cuido, sou cristão» – Juan Ambrósio

 Juan Ambrósio, professor da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa (UCP), disse à Agência ECCLESIA que a justiça e o cuidado social propostos pelo Papa, é “uma exigência da própria fé”.

“Na medida em que cuido, sou cristão”, assinala, em entrevista a respeito da mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial da Paz 2021, dedicada à “cultura do cuidado”.

Juan Ambrósio destaca que esta é uma mensagem que decorre da reflexão teológica, sobre a Criação, a ação messiânica de Jesus e as obras de misericórdia, nas comunidades católicas

“O primeiro gesto salvífico de Deus é a Criação”, observa.

O docente da UCP defende que o cuidado é uma “chave de leitura” para ler este pontificado, nos seus documentos centrais e propostas de ação, numa reflexão que compromete os líderes, quem tem responsabilidade política, económica ou religiosa

“Este programa do Papa é não só social, mas também político. Não temos de ter medo disso, político no sentido da política melhor, da que procura o bem comum, do amor político”, indica Juan Ambrósio.

O teólogo considera que a pandemia veio chamar a atenção para a importância dos cuidadores, algo assumido também por Francisco com a convocação de um ano especial dedicado a São José, em 2021, evocando todos aqueles que “na sombra, dia a fazem o exercício do cuidado”.

A imagem do cuidador marcou o início do pontificado, que se inaugurou solenemente no dia de São José, 19 de março, em 2003.

“Esse é o perfil que é apontado para ser o perfil do cristão. Voltamos aqui à reflexão teológica, aquilo que um cristão deve fazer é cuidar. E cuidar de quê? Cuidarmos uns dos outros”, precisa Juan Ambrósio.

O entrevistado sustenta que a opção cristã implica uma resposta positiva à questão de Deus sobre o cuidado do irmão, “chame-se ele como se chamar”, e é incompatível com qualquer discurso de racismo ou xenofobia.

“Se dúvidas houvesse, a pandemia revelou isso com toda a evidência: eu sou responsável pelo meu irmão”, aponta.

Uma visão global que se liga ao cuidado com a natureza e a “ecologia integral” que o Papa propõe na encíclica ‘Laudato Si’ (2015).

“A maneira de ser da Igreja é ser misericordiosa, leia-se, cuidadora”, conclui Juan Ambrósio.

O docente da UCP é entrevistado, de segunda a sexta-feira, sobre a mensagem do Papa para o Dia Mundial da Paz de 2021 e as propostas de Francisco para uma nova humanidade.


https://agencia.ecclesia.pt/portal/igreja-sociedade-na-medida-em-que-cuido-sou-cristao-juan-ambrosio/?fbclid=IwAR3CCAF1NROx0oRjsvnUiX7AyuKEntrJlimXvzuyvy7kilj53foqrlssB_0

Grito Rural - Dezembro 2020

Apresentação de “Grito Rur@l” – dezembro 2020

 

Chegámos ao Natal. Sim há Natal!

Não há pandemia que impeça de celebrar o Natal. Será com menos música, menos socialização e menos magia exterior, mas a “Luz da Paz de Belém” chegou às nossas Igrejas e se difunde pelas nossas famílias e o Verbo de Deus continua a nascer no coração do homem. Este Natal deve ser por isso um sinal de Esperança. O Menino nascido em Belém, como Sol do eterno dia, iluminará os nossos caminhos e dissipará os nossos medos e angústias, acalmando “o sobressalto do nosso coração”.

Nesta edição do GR tendes uma peça preciosa moldada pelo Dr Acácio Catarino que é uma síntese completa sobre a Encíclica “Todos Irmãos, sobre a fraternidade e a amizade social” do papa Francisco. Guardai-a e saboreai-a!

Em janeiro teremos a Economia de Francisco.

 

Santo Natal! Feliz ano Novo!

                       Pe. Batalha




Papa defende novo rumo para a globalização, por um mundo mais humano

 

“Num tempo dominado pela cultura do descarte e perante o agravamento das desigualdades dentro das nações e entre elas, gostaria de convidar os responsáveis das organizações internacionais e dos Governos, dos mundos económico e científico, da comunicação social e das instituições educativas a pegarem nesta bússola dos princípios (…) para dar um rumo comum ao processo de globalização, um rumo verdadeiramente humano”, escreve Francisco.

O texto apresenta uma “gramática” do cuidado, que passa pela “promoção da dignidade de toda a pessoa humana, a solidariedade com os pobres e indefesos, a solicitude pelo bem comum e a salvaguarda da criação”.

O Papa coloca esta preocupação em ligação com os ensinamentos bíblicos, que mostram um “Deus Criador” e as “ações messiânicas” de Jesus em favor dos mais desfavorecidos, lembrando ainda que “as obras de misericórdia espiritual e corporal constituem o núcleo do serviço de caridade da Igreja primitiva” e da Doutrina Social da Igreja.

A mensagem sublinha a dignidade fundamental de cada ser humano, donde derivam direitos e deveres, “a responsabilidade de acolher e socorrer os pobres, os doentes, os marginalizados”.

A solidariedade ajuda-nos a ver o outro – quer como pessoa quer, em sentido lato, como povo ou nação – não como um dado estatístico, nem como meio a usar e depois descartar quando já não for útil, mas como nosso próximo, companheiro de viagem, chamado a participar, como nós, no banquete da vida, para o qual todos somos igualmente convidados por Deus”.

Francisco retoma preocupações manifestadas na sua encíclica social e ecológica ‘Laudato si’, destacando a exigência de “ouvir ao mesmo tempo o grito dos necessitados e o da criação”.

O Papa convida a agir “conjunta e solidariamente em prol do bem comum, aliviando quantos padecem por causa da pobreza, da doença, da escravidão, da discriminação e dos conflitos”.

O texto propõe um novo protagonismo das mulheres “na família e em todas as esferas sociais, políticas e institucionais”, bem como uma aposta na educação das novas gerações, com a ajuda dos líderes religiosos, para transmitir os valores “da solidariedade, do respeito pelas diferenças, do acolhimento e do cuidado dos irmãos mais frágeis”.

Em tempos de crise, Francisco exige “respeito pelo direito humanitário” nos conflitos e volta a questionar os gastos militares, face a outras prioridades “como a promoção da paz e do desenvolvimento humano integral, o combate à pobreza, o remédio das carências sanitárias”.

À imagem do que fez na sua encíclica ‘Fratelli Tutti’, publicada em outubro, o Papa propõe a criação de um “Fundo mundial”, com o dinheiro que se gasta em armas e outras despesas militares, “para poder eliminar a fome e contribuir para o desenvolvimento dos países mais pobres”.

“Colaboremos, todos juntos, a fim de avançar para um novo horizonte de amor e paz, de fraternidade e solidariedade, de apoio mútuo e acolhimento recíproco. Não cedamos à tentação de nos desinteressarmos dos outros, especialmente dos mais frágeis, não nos habituemos a desviar o olhar”, conclui.

A mensagem de Francisco para o 54.º Dia Mundial da Paz tem como título ‘A cultura do cuidado como percurso para a paz’.

O Papa deixa votos de que o ano de 2021 faça a humanidade progredir “no caminho da fraternidade, da justiça e da paz entre as pessoas, as comunidades, os povos e os Estados”.

O Dia Mundial da Paz foi instituído em 1968 pelo Papa Paulo VI (1897-1978) e é celebrado no primeiro dia do novo ano.



https://agencia.ecclesia.pt/portal/vaticano-papa-defende-novo-rumo-para-a-globalizacao-por-um-mundo-mais-humano/?fbclid=IwAR2ilxbCJ-Grn7MwK3UL5HJ0muyjvNT7j_9A7F_FwB9qKxhOznpkFcwYRT8


Grito Rural - Novembro 2020

Apresentação de “Grito Rur@l” – novembro 2020

 

Este mês de novembro é o princípio do estado de emergência, em que o Presidente da República nos pede que nos “mantenhamos solidários e determinados”, porque as semanas que se seguem tem de ser de esforço coletivo.

 

Este mês também dedicado aos pobres «Estende a tua mão ao pobre» propõe-nos o Papa Francisco. A este propósito leiam o Editorial do Jacinto, do que se diz nas Notícias da Guiné. Vê também o tema principal deste mês sobre o “Trabalho no futuro ou o futuro do trabalho”; e não deixem de visitar na pág. 6 a Festa das Colheitas”… Entretanto, anuncio-vos que o tema principal de dezembro será sobre a nova encíclica “Todos Irmãos, sobre a fraternidade e a amizade social” por Dr. Acácio Catarino.

 

 









Porque celebramos a Solenidade de Todos os Santos

A Igreja celebra anualmente a 1 de novembro a solenidade litúrgica de Todos os Santos, na qual lembra conjuntamente “os eleitos que se encontram na glória de Deus”, tenham ou não sido canonizados oficialmente.

As Igrejas do Oriente foram as primeiras (século IV) a promover uma celebração conjunta de todos os santos quer no contexto feliz do tempo pascal, quer na semana a seguir.

No Ocidente, foi o Papa Bonifácio IV a introduzir uma celebração semelhante em 13 de maio de 610, quando dedicou à Santíssima Virgem e a todos os mártires o Panteão de Roma, dedicação que passou a ser comemorada todos os anos.

A partir destes antecedentes, as diversas Igrejas começaram a solenizar em datas diferentes celebrações com conteúdo idêntico.

A data de 1 de novembro foi adotada em primeiro lugar na Inglaterra do século VIII acabando por se generalizar progressivamente no império de Carlos Magno, tornando-se obrigatória no reino dos Francos no tempo de Luís, o Pio (835), provavelmente a pedido do Papa Gregório IV (790-844).

Segundo a tradição, em Portugal, no dia de Todos os Santos, as crianças saíam à rua e juntavam-se em pequenos grupos para pedir o ‘Pão por Deus’ de porta em porta: recitavam versos e recebiam como oferenda pão, broas, bolos, romãs e frutos secos, nozes, amêndoas ou castanhas, que colocavam dentro dos seus sacos de pano; nalgumas aldeias chama-se a este dia o ‘Dia dos Bolinhos’.

Em contraponto surge, o Halloween, assinalado na noite de 31 de outubro, ligado à tradição celta de celebração do novo ano, o fim das colheitas, a mudança de estação e a chegada do inverno.

De acordo com esta tradição, nessa noite os fantasmas dos mortos visitavam os vivos; a festa foi conservada no calendário irlandês após a cristianização do país e implantou-se mais tarde nos EUA.

Já no dia 2 de novembro tem lugar a ‘comemoração de todos os fiéis defuntos’, que remonta ao final do primeiro milénio: foi o Abade de cluny, Santo Odilão, quem no ano 998 determinou que em todos os mosteiros da sua Ordem se fizesse nesta data a evocação de todos os defuntos ‘desde o princípio até ao fim do mundo’.

Este costume depressa se generalizou: Roma oficializou-o no século XIV e no século XV foi concedido aos dominicanos de Valência (Espanha) o privilégio de celebrar três Missas neste dia, prática que se difundiu nos domínios espanhóis e portugueses e ainda na Polónia.

Durante a I Guerra Mundial, o Papa Bento XV generalizou esse uso em toda a Igreja (1915).


https://agencia.ecclesia.pt/portal/liturgia-igreja-catolica-evoca-todos-os-santos/


Painel: Basílica da Santíssima Trindade - Fátima

Grito Rural Outubro 2020


Apresentação de “Grito Rur@l” – outubro 2020

 

Estamos em pleno mês de outubro dedicado não só à oração do Rosário, mas sobretudo vocacionado para a ação missionária com o seu lema: «Eis-me aqui, Senhor, envia-me!». Cristo faz sair a Igreja de si mesma e no contexto da situação de pandemia em que vivemos, com o convite a sair de si mesma por amor de Deus e do próximo. Aparece como oportunidade de partilha, serviço e intercessão.

Podeis ver isto no Editorial do Jacinto “Ser Cristão” e nos problemas do regresso à Escola. Entretanto o papa Francisco perante uma “Catástrofe Educativa” fala-nos dum Pacto Educativo Global.

E no contexto do lançamento da imagem das JMJ Lisboa 2023, podeis ler o testemunho dum Grupo Juvenil que está a fazer a sua viagem.   E ficamos às portas de conhecer a nova encíclica “Fratelli Tutti” / Todos Irmãos.

                 

 

O regresso ao trabalho, às escolas e a outras atividades. Estamos a caminho…

Apesar de ter havido já muitas alterações o futuro depende de nós.  

  • Leiam o que diz o Jacinto, no EDITORIAL
  • Acabámos de sair dum mês dedicado ao “Tempo da Criação – Jubileu pela Terra”. Vale a pena prestar atenção ao que a Dina escreve.

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