ENCONTRO DE CRISTÃOS DO OESTE: CAMINHOS E DESAFIOS

RIBAMAR - 18 DE MARÇO DE 2018
LOCAL: CASA DO OESTE

Este Encontro tem como objetivo comemorar o 20º aniversário do Congresso dos Cristãos do Oeste, realizado em 1997, e é promovido pela Plataforma Diálogo e Intervenção Social, de que fazem parte a Ação Católica Rural, a Fundação João XXIII e o Núcleo de Diálogo Social.
Muitos  desafios foram lançados nesse Congresso que continuam hoje atuais e necessitam de ser reafirmados e caminhos que  é urgente serem percorridos.
CONTAMOS CONTIGO! CONVIDA OS TEUS FAMILIARES E AMIGOS!
TODOS AO ENCONTRO DOS CRISTÃOS DO OESTE!

CONGRESSO DE CRISTÃOS DE OESTE: VALEU A PENA?

Decorreu, em 1997, o Congresso de Cristãos do Oeste (CCO): nele participaram milhares de cristãos, com elevado número de oradores, em comunhão com a Hierarquia que esteve bem presente em toda a iniciativa desde o início da sua preparação. Os temas expostos e dialogados abrangeram as questões mais preocupantes e decisivas na altura; e, do diálogo, resultaram catorze conclusões e cinco moções. Aquelas repartem-se  pelos seguintes domínios: 1. Pastoral da fé; 2. Pastoral familiar; 3. Movimentos apostólicos; 4. Pastoral juvenil; 5. Leigos responsáveis por comunidades cristãs; 6. Formação permanente dos cristãos; 7. Justiça social; 8. Diálogo social no interior da Igreja; 9. Atuação cristã nos locais de trabalho e noutros meios; 10. Desenvolvimento local; 11. Apostolado do mar; 12. Ecologia e ambiente; 13. Apostolado dos tempos livres; 14. Continuação do Congresso.
Não podemos conhecer os frutos invisíveis do CCO. Mas, quanto aos visíveis, podemos afirmar que não terão sido muito abundantes: segundo parece, as paróquias em geral não lhe deram sequência e, provavelmente, a maioria dos cristãos viveu alheada dele. Para isto deverá ter contribuído o número relativamente modesto de participantes no Congresso, apesar de bastante elevado em termos absolutos, a escassa adesão das paróquias desde o início, a não inserção nos programas anuais do Patriarcado, o refluxo da vivência do Concílio Ecuménico Vaticano II e a elevada ocupação dos cristãos leigos na sua vida pessoal, profissional e intra-eclesial. No entanto, a influência do Congresso também pode ser vista olhando para o futuro; e, nesta perspetiva, ele continuará a exercer influência se os cristãos leigos do Oeste se comprometerem na transformação salvífica do mundo. Esta foi a grande  interpelação do CCO, em total sintonia com o Concílio Ecuménico Vaticano II (cf. o nº. 31 da Constituição Dogmática sobre a Igreja - Lumen Gentium).
Acácio F. Catarino (in Grito Rural)
 

ENCONTRO APROFUNDAMENTO DA FÉ
25 de Fevereiro de 2018
Casa do Oeste Ribamar da Lourinhã

 Documento preparatório
Caros amigos e militantes

O  Encontro de Aprofundamento da Fé – 25 de Fevereiro de 2018  - aproxima-se rapidamente, e por isso temos de prepará-lo com os nossos grupos ou  individualmente.
" A Família como célula base da educação para uma ecologia integral" - será o tema motivador da nossa reflexão.
Pedimos ao Dr Juan Ambrósio (o nosso animador convidado) para nos sugerir algumas questões para fazermos a nossa preparação. Eis pois as questões que nos são propostas:
A partir de um olhar atento sobre o Pontificado do Papa Francisco julgo ser possível destacar quatro eixos e que, no meu, entender correspondem a quatro grandes desafios:
A renovação da Igreja – Convidando as comunidades cristãs a uma atitude não auto-referencial e a colocarem-se numa dinâmica de saída em direcção a todas as periferias geográficas e existências, assumindo cada vez mais uma identidade sinodal e uma configuração poliédrica.
A opção preferencial pelos mais pobres e últimos - Convidando a Igreja a reconhecer nessa opção uma categoria teológica e a assumir um estilo de vida pobre e para os pobres.
O cuidado da casa comum – Convidando os cristãos e todos os homens de boa vontade a contribuírem, a partir de uma ecologia integral, para a edificação de uma casa comum que possa ser habitada por todos e onde não haja lugar para descartados, nem sobrantes.
A promoção e dignificação da família – Convidando as famílias cristãs a serem protagonistas da edificação de uma Igreja renovada e do cuidado da casa comum.
Tendo em conta este pano de fundo proponho as seguintes questões para a reflexão.


· Quais são os principais elementos constitutivos da ecologia integral que o papa propõe?
· O que significa educar para uma ecologia integral?
· De que modo concreto podem as famílias cristãs contribuir para a renovação da Igreja e para o cuidado da casa comum?
· Que desafios concretos se levantam à nossa comunidade cristã/ao nosso grupo neste contexto?
 
 
 

 

 

 


Preparação do Encontro -

·         Cada  grupo deve enviar  a sua  reflexão para dinafrancosilva@gmail.com em formato word o mais até 15 de fevereiro

·         Mobilizar os membros do grupo para participar no encontro.

·         Convidar amigos, familiares para este Encontro.

·         Enviar as inscrições (Dina Franco ou Casa do Oeste) até 20 fevereiro
  Despedimo-nos  com amizade acreditando que cada um de nós irá dar o seu melhor.

                            A Coordenadora Diocesana: Dina Franco Silva

                               O Assistente Diocesano: Pe Joaquim Batalha

MENSAGEM DA PAZ.
Reflexão da Equipa Diocesana da LOC-MTC de Lisboa
Migrantes e Refugiados: homens e mulheres em busca de paz.
O tema escolhido pelo Papa para a mensagem do Dia Mundial da Paz do ano de 2018 convida-nos a uma reflexão comunitária e implica-nos na Acão diária, no compromisso com os nossos irmãos. Não podemos ficar indiferentes.
O Papa Francisco lembra-nos que a paz que os anjos anunciaram aos pastores na noite de Natal, é uma aspiração de todas as pessoas e de todos os povos, sobretudo dos que mais sofrem com a sua falta, e recorda os 250 milhões de migrantes no mundo, dos quais 22 milhões e meio são refugiados. As pessoas fogem da guerra, da fome, da pobreza e partem à procura de melhores condições de vida e de trabalho para poderem viver com dignidade e paz. Isto acontece no interior das fronteiras nacionais e fora delas.
Urge trabalhar na elevação da consciência social e política dos cidadãos através da educação, combater a exploração, as desigualdades, o racismo, a xenofobia, as causas da pobreza e alertar para os valores da vivência pacífica em sociedade.
Pertencemos todos a uma mesma família – a família humana. Diz-nos S. Paulo: Tende entre vós os mesmos sentimentos, que estão em Cristo Jesus. Procurai ter os mesmos sentimentos, assumindo o mesmo amor, unidos numa só alma, tendo um só sentimento; Não façam nada por ambição, nem por vaidade; mas, com humildade, considerai os outros superiores a vós próprios, não tendo cada um em mira os próprios interesses, mas todos e cada um exactamente os interesses dos outros (Fil 2,2-5).
O Papa Francisco impele-nos a abraçar por dentro todos aqueles que fogem da guerra e da fome ou se vêem constrangidos a deixar a própria terra por causa de discriminações, perseguições, pobreza e degradação ambiental. Há muito caminho a percorrer até que os nossos irmãos e irmãs possam voltar a viver em paz numa casa segura, refere o Santo Padre. Por isso, acolher o outro, colocarmo-nos na sua pele, promover, integrar, proteger é sentido de compromisso. Atitude vigilante, gestão responsável de Governantes e comunidades é o que se exige. 
O acto criador de Deus também é obra do presente, refere a mensagem da Equipa Nacional da LOC/MTC. Que sejamos construtores de um projecto de vida para todos e com todos, onde haja lugar para o sonho, para a esperança, para a solidariedade e para a justiça social. Unidos construiremos um mundo melhor, porque mais humanizado, é um mundo de PAZ.
28 de Dezembro de 2017  
SANTO E FELIZ NATAL
O Conselho de Administração da Fundação João XXIII- Casa do Oeste deseja a todos os Fundadores, Amigos da Casa e familiares, bem como a todos os que ao longo de 2016 usufruíram dos serviços desta Instituição um SANTO E FELIZ NATAL.




FESTA DE NATAL DA CASA DO OESTE
CONSELHO DE FUNDADORES

No dia 9 de dezembro, como estava previsto e amplamente divulgado, ocorreram duas atividades na Casa do Oeste de grande significado para os fundadores, amigos e familiares: o Conselho de Fundadores e o Jantar/Festa de Natal.
O CONSELHO DE FUNDADORES, assembleia importante na estrutura da Instituição, que tem como competências designar as listas dos órgãos da Instituição a apresentar para nomeação ao Ordinário Diocesano, bem como pronunciar-se sobre todos os assuntos que o Conselho de Administração entenda submeter à sua apreciação, nomeadamente, o programa de atividades e o orçamento para o exercício seguinte, o relatório e contas de gerência do ano findo e ainda apreciar e votar qualquer iniciativa ou proposta apresentada pelos Fundadores. (Estatutos art.º 28).
Foram apresentados pelo Conselho de Administração,  nesta assembleia, o Plano de Atividades e Orçamento para 2018, que depois de apreciado, mereceu voto favorável de todos os presentes, cerca de 30 fundadores.
Foi ainda apresentado pelo Conselho de Administração para  início de discussão e debate uma iniciativa de repensar o futuro da Casa do Oeste para 10/20 anos:  novas  ideias, projetos, e quais os públicos.
Algumas das questões levantadas:
 1 -Sobre a Fundação: a sua recolocação legal  junto do Patriarcado, a sua função como IPSS, outras competências a estudar?
2 -sobre o edifício:  o que mais pode ser feito? o que pode ser melhorado?
3- sobre novas áreas de atuação: que valências ( locais, regionais, diocesanas, etc? 
4 – sobre a sua visibilidade? ligação exterior à comunidade civil; à Diocese a outras dioceses, a outros movimentos.
Este tema será objeto de novas sessões de trabalho e terá a apresentação de uma proposta concreta no próximo Conselho de Fundadores que se realizará em março de 2018.
Depois da celebração da EUCARISTIA presidida pelo Pe Batalha e muito participada pelos presentes que encheram a Capela da Casa do Oeste realizou-se o tradicional JANTAR  FESTIVO DA ÉPOCA NATALICIA.
Participaram no JANTAR um numeroso grupo de amigos da Casa do Oeste, um total de 115 pessoas, que, em alegre convívio, saborearam uma belíssima ementa (caldeirada de borrego e perú assado no forno) para além de outras iguarias.
Durante o jantar o Grupo musical “Amigos d´Esse”  (grupo vindo de Lisboa e constituído por 8 jovens e adultos com as suas vozes, guitarras e piano) encantaram os presentes com um belíssimo concerto de canções de sabor a natal, que mereceu um fortíssimo aplauso.
Num gesto de reconhecimento pelo zelo e dedicação, o Conselho de Administração, entregou uma prenda simbólica às 4 trabalhadoras que asseguram o funcionamento da Casa ao longo do ano.
A todos os participantes nesta FESTA, ao grupo musical presente, às funcionárias da Casa, aos voluntários que ao longo do ano (e nesta quadra) mantêm e adornam a Casa, a todos os AMIGOS que contribuem com o seu estimulo e apoio  que esta CASA DO OESTE cumpra a sua missão um MUITO OBRIGADO. (AL)


 



FESTA DE NATAL DA CASA DO OESTE
Realiza-se a já tradicional FESTA DE NATAL DA CASA DO OESTE no dia 9 de dezembro com o seguinte PROGRAMA: 
·         19,3O Horas – Celebração da Eucaristia
·         20,30 Horas – Jantar de Natal
·         Preço -7,50€
·         Durante o JANTAR haverá atuação do grupo musical “Amigos d’Ésse” (Lisboa)      
Contamos com a tua presença e pedimos que tragas contigo outros amigos.
É necessário confirmar a presença para o jantar, até ao dia 7 de Dezembro, para o Secretariado tel. 261 422 790 ou 915779037, e-mail: casadooeste@sapo.pt
Informamos que, quem quiser adquirir prendas para os seus familiares e amigos, pode fazê-lo a preços muito acessíveis, na Loja PÉ DE MEIA da Casa do Oeste: livros, compotas, vinhos e licores, peças de artesanato, etc.


REBANHOS DE CABRAS: UMA DAS SOLUÇÕES PARA A GESTÃO DO FOGO
 
A Cooperativa Terra Chã promove no dia 29 de novembro, no Auditório dos Paços do Concelho de Rio Maior, o seminário “Cabras-Fogos-Gestão de Habitats”.
A iniciativa pretende dar a conhecer o trabalho da silvopastorícia dinamizado por associações, empresas e munícipios onde se utilizam os rebanhos de cabras em pastoreio extensivo, sob a forma de pastoreio dirigido, procurando que a ação das cabras tenha impacto significativo na gestão de combustíveis e na gestão de habitats e, como consequência na minimização do impacto dos fogos rurais.
Trata-se de uma rede colaborativa de diversas organizações e entidades que cooperam na permuta de experiências e de conhecimento à volta do pastoreio extensivo como uma das possibilidades de intervenção das problemáticas dos fogos rurais.
 

Segundo, Júlio Ricardo, dirigente da Coop. Terra Chã, “...o abandono dos terrenos agrícolas, associados à agricultura familiar e de pequena e média escala, a substituição de culturas que ainda formavam um determinado mosaico agrícola, com faixas de descontinuidade que impediam a atual dimensão dos incêndios e a progressão dos matagais, contribuiu para a atual calamidade que todos os anos transforma o nosso país em triste notícia”.
Acrescenta, ainda, “que não podemos culpabilizar os idosos que ficaram nas suas aldeias e que, perante as dificuldades provenientes da idade e de uma legislação penalizadora da pequena agricultura, foram nas suas pequenas parcelas de terreno, substituindo a vinha, os pomares e outro tipo de culturas pelo eucalipto, pelo pinheiro manso ou bravo porque sabiam que, sem gestão, de tempos em tempos, poderiam receber um pequeno proveito financeiro, que juntariam às suas magras reformas”.


Assim, durante as últimas décadas, fomos deixando acumular barris de pólvora, uns sobre os outros, e aproveitando os Verões e Outonos para carpir tristes situações, num crescendo que culminou neste ano de 2017.
No entanto, começa a ser tarde, para abrirmos os olhos e afirmarmos, de viva voz, que é fundamental garantir a sustentabilidade da gestão do mundo rural .

Há que dar visibilidade a quem teimosamente demonstra a viabilidade do mundo rural.  No concelho de Arcos de Valdevez, a Associação Territórios com Vida e a empresa familiar Quinta Lógica trabalham com os seus rebanhos de cabras. Na Associação Montis, em Vouzela, olha-se para o território com olhos de ver e de pensar e faz-se uma gestão de vastos terrenos, quer adquiridos pela associação, quer cedidos para gestão, conciliando as espécies, a intervenção e o fogo.
Mais ao lado, na Serra das Estrela, a Associação Florestal Urze trabalha com o seu rebanho de cabras na manutenção das faixas de descontinuidade, tentando a minimização do impacto dos fogos rurais.
O Munícipio de Penela há muito tempo que desenvolve uma parceria com a Coop Terra Chã para aprendizagem recíproca sobre a utilização dos rebanhos. Desta vez, estará no seminário a Associação de Moradores da Aldeia da Ferraria de S. João que resolveu intervir e criar uma zona de proteção à aldeia, arrancando os pés de eucaliptos em cerca de 6 ha, indo colocar espécies autóctones e reintroduzir rebanhos de cabras e ovelhas para assegurar a limpeza pela pastagem.
Da Galiza participará a experiência da Coop. Monte Cabalar que tem uma experiência de gestão de milhares de hectares nos montes galegos, onde predominam, nas pastagens extensivas o gado bovino e cavalar.
 
O seminário tem início com uma visita à aldeia de Chãos, para ver, in loco, o trabalho do rebanho de cabras da Coop Terra Chã. Miguel Freitas, Secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural integrará a visita dos participantes do seminário ao projeto da Terra Chã e fará a abertura do seminário, que decorrerá no Auditório da CM de Rio Maior.
 

Júlio Ricardo, da Terra Chã refere ainda que “... este projeto faz parte de um trabalho da rede portuguesa de pastoreio extensivo que, a partir do trabalho que já desenvolve, resolveu fazer uma candidatura a Grupo Operacional da Rede Rural Nacional, visando a aprendizagem mútua, a conceptualização de um novo conceito de pastoreio, a disseminação e a aplicação das boas práticas identificadas. E porque é importante a componente científica, o projeto também tem a parceria do INIAV e do Instituto Superior de Agronomia”. 

Numa 1ª fase de candidatura, o projeto não foi aprovado porque os decisores consideraram que havia falhas nos fatores de inovação porque parece, que não se apresentavam novos produtos, nem novos resultados, naquilo que a parceria considerou uma visão de inovação que esquece a alteração de modelos de gestão e de modelos de comercialização como componentes centrais do uso inovador do pastoreio numa gestão do território socialmente mais útil e mais sustentável!...”