AS NOSSAS PROXIMAS MISSÕES NA GUINÉ

1.      Em dezembro saíram do nosso centro de recolha, armazém da família Pedroso, no Sobreiro, mais dois contentores, com destino à Guiné-Bissau, com diversos materiais, nomeadamente uma camioneta, para apoiar os vários projetos em curso nas áreas da saúde, educação e agricultura. Estes materiais foram doados por empresas, paróquias, autarquias e pessoas anónimas. Há uma grande equipa de voluntários que embora alguns nunca tenham ido à Guiné, estão cá, prontos a ajudar na recolha, triagem e carregamento dos contentores. É também importante destacar o espírito de solidariedade manifestado pelas empresas que ofereceram estes dois contentores: a Bombóleo - Sociedade Reparadora de Bombas Injectoras Lda. e o empresário Sr. Vicente, residente em Fátima, ligado à área da construção.
2.      A COAGRI, Cooperativa Agrícola João XXIII, em Quinhamel, quer ser uma Escola Agrícola para ajudar o povo daquela região de Biombo a diversificar a agricultura. A Cooperativa envolve mais de 60 famílias, que encontram ali condições para “ganhar para comer” com o seu trabalho. Tem como objectivos para 2017: criar um espaço de apoio para crianças de colo, para que as mulheres possam continuar a desenvolver a cooperativa; maior abrangência do sistema de rega e furo com sistema de painel solar. Para que este último objetivo seja alcançado é fundamental implantar a Energia Solar que permitia não só o sistema do furo mas também toda a iluminação da Granja, funcionamento dos aviários, sistema de rega e ter mais água. Apesar de já existir um furo para ir buscar água potável a cerca de 150 m de profundidade, porque as águas de superfície são salobras, esta energia vinha permitir que a cooperativa avançasse e se desenvolvesse. É um projeto que custa 7.000 €. Confiantes na colaboração de muitos, acreditamos que é possível implementar este projeto. Se queres e podes colaborar, contacta a Fundação.
3.      Dia 25 de janeiro mais um grupo dos nossos voluntários vai à Guiné-Bissau dar apoio logístico a uma instituição de solidariedade “Mães do Mundo” da Figueira da Foz- Coimbra. São estes exemplos que nos fazem sentir que a Solidariedade vive em rede. Este grupo vai também legalizar um terreno agrícola doado pelo nosso amigo e ilustre guineense já falecido, o Dr. Fernando Cá.
4.      Neste mesmo dia vai também um grupo do Projeto Visão, com médicos do Norte e Centro do País com  um total de 14 voluntários da área da oftalmologia, vão tratar e operar nos hospitais da Cumura-Bissau e Buba.
5.      A 25 de fevereiro parte um grupo de voluntários com o autocarro baptizado com o nome de Bojador, de 51 lugares, doado pela empresa de viação Mafrense (grupo Barraqueiro) da nossa região, e com carro de apoio, via terrestre, até à Guiné-Bissau. O autocarro destina-se a um Hospital-Escola de Surdos-Mudos. Quem se quiser voluntariar nesta aventura “viajar de autocarro” e viver uma experiência única na vida, entre em contacto com a Fundação.
6.      Logo de seguida, dia 2 de março parte outro grupo de voluntários, via aérea. Este grupo e os voluntários do autocarro têm como principais objetivos fazer a entrega do Bojador, visitar os projetos que a Fundação tem vindo a apoiar e participar 1ª Conferência da Comemoração dos 25 anos da Fundação João XXIII nas terras da Guiné-Bissau.
Todas estas dádivas e voluntariado são feitos incondicional e generosamente, como diz o povo, de “Alma e Coração”.
(in Grito Rural)
António Figueira

 





LEVADOS À SRª DIRETORA REGIONAL DE AGRICULTURA

No dia 21 de Novembro ocorreu uma reunião com a Diretora Regional da Agricultura de Lisboa e Vale do Tejo Dra. Elizete Oliveira com elementos da Acão Católica Rural, da Fundação João XXIII –Casa do Oeste e da COOPSTECO (Cooperativa de Serviços Técnicos e Conhecimento CRL).
Houve ocasião para fazer um breve resumo do envolvimento histórico da Ação Católica Rural da Diocese de Lisboa, nas temáticas Rurais e Agrícolas do Pais e da solidariedade inerente à sua natureza Cristã com os pequenos agricultores do Oeste.
Resumiram-se os recentes trabalhos  com a COOPESTECO no acompanhamento de temas como a reforma da PAC;  a alteração da lei das Plantações de crescimento rápido, e por fim da preparação e realização do encontro de agricultores do Oeste com o Sr Patriarca de Lisboa dia 12 de Março de 2016, no Teatro Eduardo Brazão no Bombarral, que contou com a presença de cerca de duas centenas de participantes, agricultores de pequena e média dimensão, técnicos, dirigentes agrícolas e associativos, autarcas e comunicação social.
Neste contexto foi explicado o envolvimento das fileiras numa reflexão dos estado do sector e da transversalidade desta análise que se pretendeu realizar em defesa dos pequenos agricultores e dos problemas de subvalorização dos preços na comercialização.
A realidade de constrangimento financeiro dos agricultores, na deficiente organização da distribuição que não permite a chegada dos produtos de qualidade a preços razoáveis ao consumidor e tendo como objectivo dar voz aos pequenos agricultores colocando na ordem do dia os problemas de diferentes fileiras (fruticultura, horticultura, vitivinicultura, florestas e suinicultura).
Explicou-se ainda a oportunidade desta discussão à luz da nova encíclica Ludato SI do Papa Francisco e da atenção ao “ cuidar da nossa terra” e da importância da bio diversidade, conseguida pela pequena produção local em detrimento da produção intensiva e da monocultura.
Foi entregue à Srª Diretora Regional um dossier completo com todas as intervenções e documentos de preparação, e um dossier síntese  com os documentos de referência e as conclusões principais do Encontro.
- destacou-se novamente a necessidade de um regime de exceção legal e fiscal  para os trabalhadores contratados sazonais ( jovens, desempregados e reformados).
- destacou-se a necessidade de alterar o regime florestal de crescimento rápido, invertendo a situação atual.
- destacou-se a necessidade de inverter a politica atual que privilegia ajudas aos grandes produtores e penaliza os pequenos agricultores.
- questionou-se o papel do Ministério na imposição, há muito desejada, de uma maior  da concentração de OP´s e das fileiras.
- reforçou-se a necessidade de extensão rural e experimentação pela DRAPVT, para apoio aos agricultores. A reativação dos centros de experimentação saiu da alçada da DRAPLVT pelo que não é uma prioridade ou competência atual desta Direção Regional.  A Sra Diretora sugeriu que se endosse a questão à Secretaria de Estado.
Pretende-se agora fazer chegar as conclusões do Encontro e as suas propostas às instâncias governamentais quer a nível local quer nacional, pelo que está prevista  uma apresentação  ao grupo parlamentar da agricultura.
Relembra-se que do encontro dos Agricultores com o Sr Patriarca foi destacado o seguinte:
A região Oeste é uma região muito interessante a nível de clima, paisagem, diversidade agrícola e potencial agronómico. 60% da SAU é explorada por produtores singulares, 38% por sociedades agrícolas e 2% por outras formas (terras do estado). Encontra-se no Oeste 41% da área nacional de frutos frescos, 21% da área nacional de vinha e 24% da área nacional de outras culturas. De realçar a existência na região de 88% da superfície nacional de pomares de pereiras e 35% de macieiras com os concelhos do Cadaval, Bombarral e Caldas da Rainha a dominarem a produção de pêra e o de Alcobaça a produção nacional de maçã. No que diz respeito à vinha, na região encontramos 62% da superfície nacional de vinhas para uva de mesa sendo que, comparativamente a outras regiões, apresenta pouca produção de uva destinada a vinhos DOP.
Cerca de 66% da área de produção de hortícolas no continente situa-se na região sendo o concelho da Lourinhã o maior produtor nacional de abóbora (70% da produção nacional) e o 2º município, a nível nacional, com maior área de cultivo de batata de conservação (cerca 1 000ha) e aquele em que a batata primor ocupa a maior área (341 ha) produtiva.
Embora o regadio ainda não seja predominante na região é de realçar que, no concelho do Cadaval, cerca de 99% da superfície regada correspondem a culturas permanentes e que Alcobaça tem a maior área regada de frutos frescos (2 116 ha) do país.
Também a nível da produção animal a região tem um peso significativo no panorama nacional. 45% do efectivo nacional de suínos concentra-se em 6% de explorações situadas na região, onde encontramos as maiores suiniculturas do país. A região é ainda a maior produtora nacional de galinhas poedeiras e reprodutoras e também se destaca a dimensão das explorações avícolas.
Os resultados de um inquérito efectuado a agricultores na preparação deste evento realçaram-se as seguintes conclusões:
- Os jovens agricultores não têm introduzido, na sua maioria, novas culturas;
- Na horticultura o associativismo é praticamente inexistente;
- Os valores pagos à produção, na maioria dos casos da fruticultura e viticultura, não cobrem os custos de produção. Esta tendência tem vindo a ser recorrente e a agravar-se desde 2012;
- As burocracias junto da segurança social para contratação de pessoal para as campanhas são muito grandes e impedem os jovens que pretendem trabalhar nas férias de usufruir de benefícios escolares no ano lectivo subsequente;
- Os agricultores recebem os valores que lhe são devidos muito tarde;
- Os agricultores não têm capacidade negocial para fazer frente à distribuição.
No final do encontro, o Sr. Cardeal Patriarca referiu que é necessário centrar a tónica destas problemáticas no consumidor que não é apenas a consequência desta cadeia com um peso exagerado na distribuição mas o elemento determinante não só da produção mas também da distribuição. Aludindo à encíclica do Papa Francisco D. Manuel Clemente afirmou que, para fomentar o emprego, é necessário promover uma economia que favoreça a diversificação produtiva e a criatividade empresarial e que se não as fomentarmos e preservarmos não teremos futuro para a humanidade.
As principais conclusões foram as seguintes:
Perante os novos desafios com que se deparam actualmente os produtores agrícolas é notória a necessidade contínua de formação, sobretudo ao nível da área da comercialização.
O associativismo é uma mais-valia no escoamento e distribuição das produções mas a sua organização numa estratégia comum de venda e de valorização dos produtos é deficiente.
Existe a necessidade de apoio técnico.
Os preços pagos aos produtores não cobrem, na maioria dos casos, os custos de produção. Os prejuízos são comuns a todas as fileiras e têm vindo a acumular-se de modo constante nos últimos anos.
É necessário fazer cumprir a directiva que estipula o prazo máximo de pagamento aos produtores.
É necessária uma estratégia de valorização e promoção dos produtos de origem nacional e um controlo de preços dos produtos importados.
É necessário criar condições de escoamento, divulgação e venda das diferentes produções de modo a que a exploração agrícola possa ser auto-sustentável e rentável, assegurando a manutenção dos jovens agricultores que se têm instalado com base nos subsídios existentes.
É necessário fazer cumprir a legislação e fiscalizar a rastreabilidade e a rotulagem dos produtos agrícolas de modo a que a sua origem seja perfeitamente identificada pelo consumidor.
É necessário agilizar a contratação sazonal e permitir que jovens estudantes possam trabalhar sem perder direito a bolsas de estudo e/ou benefícios sociais que aufeririam se não tivessem registo de actividade laboral sazonal na Segurança Social.
É necessário resolver alguns constrangimentos decorrentes da implementação da legislação em vigor para o plantio de eucalipto e da revogação/alteração do actual Regime Jurídico das Ações de Arborização e Rearborização (RJAAR).
O Agricultor é por natureza Homem de esperança, portador do secular saber de trabalhar a Terra e dela colher o Pão de cada dia para si e seus semelhantes. É confiante mesmo na dureza do seu lavor, não desistirá no entusiasmo que lhe vem da consciência da sua acção na valorização do meio.
David Gamboa

DEUS QUER SALVAR O HOMEM ATRAVÉS DO HOMEM

 Duas figuras protagonistas do Natal: Maria e José.
Deus quer salvar os homens através do homem. Entre os maiores colaboradores encontram-se Maria e José. Nem tudo foi fácil na resposta ao plano de Deus.
Pensemos em José, homem justo, que descobre a gravidez daquela que lhe estava prometida em casamento. O anjo de Deus intervém esclarecendo o acontecido: «José Filho de David, não temas receber Maria, tua esposa, pois o que nela foi gerado é fruto do Espírito Santo. Ela dará à luz um Filho e tu pôr-Lhe-ás o nome de Jesus, porque Ele salvará o povo dos seus pecados».
Pensemos em Maria, em que se cumpriu o que o Senhor havia dito pelo profeta: «Eis que a Virgem conceberá e dará à luz um Filho». Ela disse o seu ‘Sim’ com todas as suas consequências.


 Como estas pessoas colaboraram para a realização do plano de Deus pelo mistério da Encarnação, hoje este mesmo mistério da Encarnação pede a colaboração dos homens, a nossa colaboração, a colaboração da comunidade cristã.
Também hoje Jesus Cristo deseja nascer. Toda a Igreja e cada cristão são chamados a serem mães de Jesus.
Vejam o que diz S. Francisco sobre a maternidade dos cristãos: «Somos suas mães, se com amor e consciência pura e sincera O trazemos em nosso coração e o damos à luz por obras santas que sirvam de luminoso exemplo aos outros».
Pe Batalha, in “Farol”

UMA VIDA AO SERVIÇO DOS MAIS POBRES

Título - "Tudo é Graça. A revolução de Dorothy Day"
Autor - Jim Forest
Editora - Paulinas 
Recentemente decorreu na Universidade Católica de Lisboa o congresso dos Profissionais Católicos. Muitas pessoas e movimentos apresentaram as suas experiências e inquietações específicas de cada setor profissional. 
Escolhemos este livro, porque também nos remete, nas suas 479 páginas, para um tempo longo de intervenção comunitária no mundo do trabalho, calcorreando um percurso de fé muito determinado e sofrido.
Esta é ainda uma oportunidade para conhecer, em contextos muito próprios, os trilhos da vida de Dorothy Day (1897-1980) na fundação do Movimento do Trabalhador Católico, apoiado por um jornal, desdobrado em centros de acolhimento urbanos e rurais, suportado em voluntários que se foram juntando e construindo espaços de igreja muito heterogéneos.
O convívio próximo e prolongado do autor (*) com Dorothy Day (agora em processo de beatificação), tornaram-no uma das pessoas mais competentes para dar a conhecer o perfil desta mulher determinada e empenhada na defesa dos mais desprotegidos e injustiçados, guiada pela certeza da fé e pela confiança que depositava na vida dos santos e do seu impacto sobre o mundo.
Dorothy Day foi portadora de uma mensagem muito forte para o seu tempo. Foi nos anos trinta do século XX, com a Grande Depressão Americana e em muitos outros contextos sociais e políticos agrestes, suportada em vários saltos de fé, que reconheceu  nos homens o " Cristo que está no meio de nós - não um Cristo limpinho, bem esfregado, domingueiro, mas um Cristo para os dias de semana, um Cristo com roupa remendada, um Cristo dos bairros de lata e das casas degradadas, um Cristo sem casa nem emprego, um Cristo da sopa dos pobres".
A complexidade e riqueza do seu percurso de vida, levou o Papa Francisco a reconhecer publicamente durante a sua recente visita aos Estados Unidos que "o seu ativismo social, a sua paixão pela justiça e pela causa dos oprimidos foram inspirados pelo Evangelho, pela sua fé e pelo exemplo dos Santos".

 O leitor poderá ainda ficar surpreendido com  o depoimento de José Manuel Pureza, que fez o prefácio à edição portuguesa, reconhecendo a dada altura "que o que marca esta vida,  o que dela fica de profundamente interpelador, o que anima a consideração de Dorothy Day como uma referência para a comunidade dos/as crentes é a essencial continuidade da sua paixão pelos pobres, pelos marginalizados, pelos desconsiderados".
Dorothy alimentou a convicção de que o mundo melhoraria de forma significativa se os cristãos estivessem dispostos a procurar o rosto de Cristo nos outros, sobretudo nos pobres e nos condenados e nas pessoas que tantos de nós tendemos a evitar.

 (*) Jim Forest - escritor, teólogo leigo, educador e ativista pacifista, nasceu no Utah (EUA) em 1941. Conheceu Dorothy Day quando visitou a sede do movimento do Trabalhador Católico e aderiu de forma imediata ao movimento e às suas causas.


Manuela Ludovino – in Jornal “Grito Rural”

 

MISSÃO DE SOLIDARIEDADE - QUE FUTURO?

Que dizer da última viagem missionária à Guiné?!....
Antes de mais gostaria de agradecer a todos os leitores que nos apoiam ao longo destes 26 anos e confessar que é um privilégio poder representar-vos em nome da Fundação João XXIII/Casa do Oeste.
Nesta ultima missão em nome a Fundação estiveram o Abílio Salvador, a Jaqueline do Carmo e a Filomena Almeida.
Na verdade cada viagem é sempre cheia de surpresas.
Esta foi organizada essencialmente para receber um grupo que ia em caravana via terrestre. Esta caravana era composta por duas carrinhas de caixa fechada, duas ambulâncias, dois automóveis e uma carrinha mais pequena.
Esse grupo da região do Pombal,  autodenominado "trilhos de uma África negra ", organizou a viagem e conseguiu muitas dádivas, sobretudo, de material hospitalar e de recuperação física, assim como muito material escolar, brinquedos e bolas que fazem sempre as delícias das crianças.
Depois de 10 dias a atravessar Marrocos, Mauritânia, Senegal e Gâmbia chegaram à Guiné exaustos e só com mais dois  dias para conhecer as organizações de carácter social a quem iam entregar as suas dádivas.
Estas organizações já tinham sido previamente seleccionadas pelos membros da Fundação.
Por isso coube-nos a nós fazer a distribuição e entrega de todos os carros assim como do seu recheio.
Quando falamos de material hospitalar, na maioria das vezes, falamos de material muito caro, o que nos obriga a um maior cuidado na escolha das organizações com quem estabelecemos a parceria para a entrega.
Há que ter a certeza de que o que damos será bem empregue e chegue aos mais desfavorecidos.
Neste sentido esta missão foi riquíssima pois encontrámos um centro de recuperação físico/motora a funcionar muito bem, com um diretor Guineense , Dr Kennedy e a sua equipa que nos deu toda a documentação do trabalho feito nos últimos quatro anos. Ao entregarmos todo o material de recuperação  ortopédica sentimos que o que entregámos pode fazer muita diferença na gestão deste centro. É reconfortante sentirmos que o que entregam vai ser entregue e quem recebe sabe o que está a receber.
Também estabelecemos parceria com a Federação Guineense de pessoas com deficiência. Esta federação tem 15 associações de diferentes deficiências. A presidente, Dra Filomena, é uma mulher dinâmica e com muita vontade de ajudar os seus pares. As limitações são muitas e a deficiência, na Guiné, ainda é vista por muitos como um castigo de Deus. O trabalho desta Federação é muito difícil e com muitas carências. Receberam as nossas dádivas e mostraram as suas carências para que possamos ser embaixadores das suas preocupações junto dos nossos apoiantes aqui em Portugal.
A entrega de compressas, betadines, adesivos, ligaduras e luvas á organização AIDA foi muito providencial pois estava para chegar um grupo de médicos espanhóis para fazer cirurgias várias, às crianças.
A entrega das ambulâncias a pequenos centros de saúde afastados da capital e que podem fazer toda a diferença no salvamento de vidas é sempre um momento de muita emoção para quem dá e para quem recebe.
São estas e outras organizações locais que nos fazem sentir a diferença de crescimento e desenvolvimento associativo. São também estas organizações que nos fazem acreditar no crescimento que está a ser feito pelo povo da Guiné em parceria com o nosso povo.
Sou uma defensora de que o associativismo de carácter social e/ou religioso é a melhor forma de mudar a mentalidade e as atitudes. É com muito orgulho que vejo associações crescerem na nossa região de intervenção – Região de Biombo. É também com muita responsabilidade que nesta última missão recebemos várias associações que, sabendo do nosso trabalho e apoio ao povo da Guiné, nos procuraram a pedir ajuda.
Todos os que nos procuram sabem que não temos dinheiro para dar, mas prometemos chegar a Portugal e procurar o que nos pedem para puder fazer crescer os seus projectos.
Por tudo isto faço, desde já, o apelo a quem conhecer alguma instituição ou empresa que tenha beliches para doar serão bem-vindos. Também pode ser uma empresa ou um grupo de pessoas anónimas que queira organizar uma recolha para a compra dos beliches.
O Centro Escolar de surdos-mudos e cegos está a precisar de 40 beliches para albergar crianças que vêem do interior. Assim como se alguém souber de cadeiras e secretarias escolares para equipar a mesma escola serão uma bênção.
Temos ainda um pedido de janelas de alumínio para uma Escola Técnica Profissional onde se pretende fixar a juventude para que o êxodo para a cidade não seja sinónimo de abandono escolar.
Vou deixar aqui uma ideia, é difícil de arranjar uma empresa de janelas que faça e ofereça tudo mas não será difícil de mobilizar um grupo de jovens dos escuteiros por exemplo que se responsabilize por ir a todas as pequenas oficinas pedir uma janela.
Amigos da Fundação, e não só, que estejam a ler este artigo mobilizem-se e ajudem a ajudar.
Um telhado é feito de muitas telhas, uma parede é feita com muitos tijolos, uma missão é feita com muita ajuda e sem os nossos amigos e apoiantes estas obras nunca seriam feitas.

Em nome da Fundação João XXIII, desde já muito obrigado!
 Podem contactar com 916126473
 Filomena Almeida

 
 
 


 

FESTA DE NATAL DA CASA DO OESTE
Com a presença de muitos amigos e num ambiente festivo, próprio da quadra natalícia, realizou-se no passado dia 10, sábado, a Festa de Natal da Fundação João XXII-Casa do Oeste.
Como estava anunciado às 17,30h teve lugar a sessão do Conselho de Fundadores onde foi apresentado pelo Conselho de Administração o Plano de Atividades e Orçamento para 2017.
Depois de uma larga troca de impressões entre os presentes foi aprovado por unanimidade o  parecer favorável aos documentos e formulado votos de  uma boa execução  do programa de ação.

A Celebração Eucarística, com a liturgia própria do advento, preparação da vinda (aqui e agora) do Menino que se fez Homem para salvar o homem, renovou em nós a certeza de que novos dias virão, que a esperança se fará presente nos corações de muita gente desanimada, que apesar de difícil e tardia, a justiça, fruto do trabalho árduo de muitos de boa vontade, vencerá   as tropelias e as injustiças de quem usa os seus pretensos  poderes (pequenos  ou grandes)  para amachucar os outros… esse Natal acontecerá com a colaboração de todos e de cada um de nós e a força do Menino Jesus.
O jantar de convívio foi uma grande FESTA da família da CASA DO OESTE…
Umas 80 pessoas a que se juntou um grupo de 45 miúdos e animadores do Colégio da Imaculada Conceição de Cernache (Coimbra) que estavam numa ação de formação, partilharam a refeição (excelentemente confecionada) e viveram momentos muito agradáveis ao som de belíssimas canções executadas pelo grupo NAU CATRINETA.
O s alunos do Colégio presentearam-nos com uma belíssima canção coreografada.
Num momento de agradecimento a todos os presentes e lembrando que o Natal acontece hoje  foi lido o poema de José Tolentino Mendonça:

O presépio somos nós

  O Presépio somos nós
É dentro de nós que Jesus nasce
Dentro destes gestos que em igual medida
a esperança e a sombra revestem
Dentro das nossas palavras e do seu tráfego sonâmbulo
Dentro do riso e da hesitação
Dentro do dom e da demora
Dentro do redemoinho e da prece
Dentro daquilo que não soubemos ou ainda não tentamos

O Presépio somos nós
É dentro de nós que Jesus nasce
Dentro de cada idade e estação
Dentro de cada encontro e de cada perda
Dentro do que cresce e do que se derruba
Dentro da pedra e do voo
Dentro do que em nós atravessa a água ou atravessa o fogo
Dentro da viagem e do caminho que sem saída parece

O Presépio somos nós
É dentro de nós que Jesus nasce
Dentro da alegria e da nudez do tempo
Dentro do calor da casa e do relento imprevisto
Dentro do declive e da planura
Dentro da lâmpada e do grito
Dentro da sede e da fonte
Dentro do agora e dentro do eterno 

A FUNDAÇÃO JOÃO XXIII-CASA DOOESTE DESEJA A TODOS UM SANTO NATAL E UM FELIZ ANO NOVO.




FESTA DE NATAL NA CASA DO OESTE

 Realiza-se no próximo sábado, dia 10, a Festa de Natal da Casa do Oeste.
Como nos anos anteriores temos razões fortes para marcar presença.
A Casa está toda decorada com muitos sinais de quadra natalícia, um excelente trabalho de grupo dos voluntários das 3ªs feiras.
Destacamos do programa:
19,30h celebração eucarística
20,30h jantar festivo com animação coral e musical do grupo “Nau Catrineta” e ainda diversas surpresas.
Pelas 17,00h realiza-se o Conselho de Fundadores (Assembleia geral) para discutir e apreciar o Plano de Atividades e Orçamento para o ano de 2017.
Contamos com a tua presença e pedimos que tragas contigo outros amigos.

É importante confirmar a presença para o jantar, até ao dia 8 de Dezembro, para o Secretariado tel. 261 422 790 ou 915779037, e-mail: casadooeste@sapo.pt
Desejamos a todos uma quadra natalícia com muita alegria preparando, mais uma vez, aqui e agora, a vinda do Menino que é sinal de salvação para os homens de hoje, quando nascem raios de  esperança nos nossos corações, quando se concretizam mudanças de vida que implicam mais compreensão e disponibilidade aos outros, mais justiça nos atos de cada dia, mais verdade nas atitudes de cada um.
UM SANTO E FELIZ NATAL.