PLANO DE ACTIVIDADES PARA 2012

PRINCIPAIS OBJECTIVOS DA FUNDAÇÃO JOÃO XXIII – CASA DO OESTE
. Apoiar a Acção Católica Rural (ACR) e a Juventude Agrária Rural Católica (JARC) do  Patriarcado de Lisboa;
. Prestar serviços de acção social a crianças, jovens, pessoas idosas e famílias;
. Desempenhar funções de Centro Cultural e Educativo, proporcionando informação e realizando acções de formação para a população rural;
. Promover e apoiar iniciativas de desenvolvimento local e regional fomentando o espírito solidário, associativo e cooperativo;
. Promover a cooperação Internacional com movimentos e instituições afins noutros países.


LINHAS PROGRAMÁTICAS GERAIS PARA 2012
. Proceder à adaptação no funcionamento e organização da Fundação decorrentes dos novos espaços;
. Dar continuidade às obras de adaptação e apetrechamento da casa;
. Promover o debate para novos usos para a Fundação e avançar com outros projectos, como resposta a novos desafios;
. Aumentar os níveis de ocupação da Casa, desenvolvendo nova campanha que divulgue condições actuais;
. Incentivar à realização e apoio de novos  campos de férias da ACN;
. Reactivar a angariação de mais fundos para custear as despesas;
. Promover e optimizar a cooperação e comunicação com o novo Polo da Fundação na Guiné Bissau;
. Dar continuidade aos projectos em curso, aos apoios aos movimentos e grupos que  procuram a Casa.


1. ORGANIZAÇÃO, FUNCIONAMENTO E DINAMIZAÇÃO

1.1 Consolidar o reconhecimento da Fundação como IPSS e Instituição de Utilidade de Pública  procurando aferir as várias possibilidades daí decorrentes.

1.2 Promover uma reorganização do voluntariado no âmbito da Fundação: redefinir objectivos e estratégias, identificar agentes, proceder a intervenções de formação.
Continuar a estimular e apoiar grupos de trabalho voluntário para intervenções concretas no funcionamento, manutenção e desenvolvimento da instituição (novas iniciativas e projectos e desafios no âmbito dos novo edifico e equipamentos).

1.3. Prosseguir com a reorganização dos espaços da “Casa”, implementar regras e procedimentos de funcionamento da casa, assegurar a melhoria de qualidade dos serviços e promover a formação do pessoal afecto às diversas tarefas da casa.

1.4 Prosseguir com a dinamização e organização do projecto “Liga dos Amigos da Casa do Oeste”: angariação de “novos” amigos e criação de iniciativas que os envolvam.

1.4 Continuar a desenvolver iniciativas de divulgação dos serviços da Fundação: participação mensal no Grito Rural, publicação trimestral da folha “Informação”, produção e distribuição de panfletos sobre actividades específicas, manutenção da página da internet, e do Blog, rentabilização da comunicação electrónica, etc.


2. INVESTIMENTOS PATRIMONIAIS

2.1 Dar continuidade às obras em curso previstas no “projecto de ampliação”, conforme as disponibilidades financeiras.

2.2 Proceder a pequenas intervenções de conservação e manutenção do edifício antigo (pintura exterior) e a algumas adaptações necessárias para o alojamento de pessoas com limitações físicas.


3. RECURSOS HUMANOS

3.1 Manter a equipa das actuais colaboradoras contratadas e recorrer a estágios académicos e outros programas de apoio a jovens e desempregados, sempre que necessário e possível.


4. ANGARIAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E FINANCEIROS

4.1. Desenvolver projectos, candidaturas e outros apoios oficiais para reforço das actividades logísticas da Fundação e dos recursos humanos.

4.2 Recorrer a apoios no âmbito da ENTRAJUDA e do Banco Alimentar do Oeste.

4.3 Dinamizar a recolha de apoios financeiros, junto de pessoas individuais, instituições particulares e serviços públicos, para o desenvolvimento das iniciativas da Fundação.

4.4 Continuar com campanhas específicas junto do universo dos “fundadores e amigos da Casa” com o objectivo de pagar o empréstimo feito ao banco para as obras.

4.5 Rentabilizar ao máximo a Casa, com aumento da taxa de ocupação e realização de actividades, recorrendo a novas campanhas de divulgação.


5. APOIO AOS MOVIMENTOS (JARC e ACR) E A OUTRAS ENTIDADES

5.1 Assegurar, com prioridade, a disponibilidade e utilização da Casa e respectivo apoio logístico para as actividades dos Movimentos JARC e ACR do Patriarcado e de outras dioceses.

5.2 Manter e incrementar a realização de actividades conjuntas, nomeadamente, Festa Anual da Casa do Oeste, Festa das Colheitas, Conferências do Oeste, colóquios, sessões de formação e outras iniciativas no âmbito dos objectivos da Fundação, da ACR e JARC.

5.3 Prestar, nos termos e condições previstos, apoio a actividades culturais e formativas de crianças, jovens e adultos promovidas por grupos e instituições que o solicitem.

5.4 Prosseguir e consolidar o projecto “Férias p´ra todos” como oportunidade de concretizar junto de famílias rurais um dos objectivos iniciais da Casa do Oeste.

5.5 Promover / incentivar junto de algumas IPSS a organização de colónias de férias para crianças e idosos.


6. CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO

6.1 Prosseguir a estruturação e organização do Centro de Documentação João XXIII: completar a catalogação dos livros, fazer levantamento, ordenação e registo dos documentos existentes –escritos e fotográficos. Preservação do arquivo fotográfico e áudio visual com a sua digitalização.

6.2 Instalar o Centro em espaço próprio e equipá-lo com meios informáticos adequados.

6.3 Manter os contactos com a Câmara e Biblioteca Municipal em ordem à efectiva integração do Centro na rede de Bibliotecas do concelho.

6.4 Apresentar candidatura de apoio à Fundação Gulbenkian.

6.5 Manter e dinamizar o trabalho do Grupo de organização do Centro e desenvolver iniciativas no sentido de recuperar a memória da “Casa do Oeste”, onde todos se revejam e identifiquem:
preservar e dar visibilidade a peças “museológicas”, proceder à sua inventariação e legendagem, realçar símbolos significativos do meio rural e da Casa do Oeste, etc.


7. ACTIVIDADES DE FORMAÇÃO CERTIFICADA

7.1 Prosseguir com o apoio ao Centro Novas Oportunidades (RVCC do 6º, 9º e 12º anos) da parceria com a Cercip dinamizando os actuais locais de funcionamento (Ribamar, Moita dos Ferreiros, A-dos-Cunhados, Silveira e S. Pedro da Cadeira) e desenvolver contactos no sentido de se iniciarem actividades RVCC em novos locais.

7.2 Desenvolver em parceria com a ADEPE diversas acções de formação e outros projectos de desenvolvimento local que respondam a necessidades da região, nomeadamente no âmbito do GAC/Promar.

7.3 Concretizar outras acções de formação, em parceria com a Barafunda, REAPN e outras entidades credenciadas, para dirigentes e animadores associativos, em áreas de desenvolvimento pessoal e social, liderança, animação e desenvolvimento de equipas, etc.


8. SOLIDARIEDADE COM A GUINÉ

8.1 Assegurar as condições e o apoio ao desenvolvimento dos Projectos na Guiné dinamizados pelo Grupo Coordenador mandatado para o efeito.

8.2 Apresentar candidatura ao IPAD para reconhecimento da Fundação como ONGD.

8.3 Participar na edição do livro sobre os 20 anos de solidariedade com a Guiné.

8.4 Divulgar, através dos meios ao seu dispor, as campanhas e as iniciativas no âmbito deste Projecto.

8.5 Promover a cooperação e comunicação com a Delegação da Fundação na Guiné: por exemplo criação de folha informativa; criação de página web, colocação de  web cam em tempo real, promoção de vídeo conferencias em momentos chave da vida da Fundação, instituição de projectos de intercâmbios.


9. OUTROS PROJECTOS E PARCERIAS

9.1 Dinamizar o Núcleo de Protecção Ambiental e desenvolver algumas acções no âmbito da parceria com o CREIAS Oeste. Apoiar grupos ligados à Fundação que promovam boas práticas de preservação do meio ambiente, e fomentar a divulgação de informação sobre questões ecológicas, desenvolvimento sustentável, etc.

9.2 Apoiar iniciativas que proporcionem informação e estimulem a criação de emprego em articulação com os Centros de Emprego da região, com as UNIVAS e com a Associação Nacional do Microcrédito.

9.3 Apoiar e participar em iniciativas no âmbito das parcerias estabelecidas entre a Fundação e outras instituições como a Base-Fut, LeaderOeste, Rede Rural Europeia, Associação de Desenvolvimento da Lourinhã, Núcleo de Escolas de Ribamar, Centro Social e Cultural de Ribamar, etc.

9.4 Dinamizar actividades que promovam e aumentem o nível de voluntariado, alargando o convite à população local e regional. Desenvolver a parceria com o Banco Local de Voluntariado da Lourinhã.

9.5 Desenvolver procedimentos no sentido de participar como membro integrante do CLAS da Lourinhã e manter a sua participação na REAPN.

Ribamar, 5 de Dezembro de 2011
O Conselho de Administração

FESTAS DA QUADRA NATALÍCIA


Jantar de Natal, Conselho de Fundadores e Passagem de Ano Solidária
O período das festas natalícias da Fundação João XXIII Casa do Oeste foi, este ano, mais intenso que o ano passado, demonstrando grande dinamismo e adesão por parte de muitos “fundadores” e “amigos da Casa do Oeste”.

O Jantar de Natal do dia 17 de Dezembro encheu a sala de refeições com 80 participantes, que saborearam um belo peru no forno para além de outras deliciosas iguarias. Mas foram as canções natalícias acompanhadas de acordeão, os momentos de poesia e o agradável convívio que marcaram verdadeiramente a noite festiva e de celebração do nascimento do Menino-Deus.

O Conselho de Fundadores reuniu no final do Jantar, em Assembleia Geral, onde foram apresentados e aprovados o Regulamento de Designação dos Membros dos Corpos Sociais, o Plano de Actividades e o Orçamento para 2012.



















A Passagem de Ano solidária fica na memória da centena de pessoas que marcaram presença. 
Muita animação como anunciado: música ambiente, canções, dança, muita dança, com vassoura e rodas e os tradicionais “comboios”, serpentinas, apitos e papelinhos coloridos, fogueira, etc.
As mesas para o jantar e ceia estiveram muito bem ornamentadas e recheadas merecendo muitos aplausos e manifestações de agrado.



















Foi muito gratificante ver/ouvir gente, que participa activa e voluntariamente na Casa do Oeste desde o primeiro dia, dizer que, há muito, não fazia uma passagem de ano tão animada e familiar.

A Casa do Oeste é, efectivamente, uma grande família onde os que vieram pela primeira vez (e foram muitos) se sentiram na sua Casa, fruto do bom acolhimento dos que são mais assíduos.
Todas estas e as restantes iniciativas da Fundação Casa do Oeste só são possíveis com o trabalho solidário e voluntário de muitas dezenas de pessoas… é essa a sua grande força…

Continuação de Bom Ano Novo e votos de que muitos projectos ao serviço do desenvolvimento e do bem-estar das pessoas surjam ao longo de 2012 e que motivos de esperança não nos faltem para superar as dificuldades que diariamente temos de enfrentar. 


FESTA DA PASSAGEM DE ANO


A Fundação João XXIII – Casa do Oeste deseja a todos os Fundadores e Amigos umas Festas Felizes e convida a todos para a Festa da Passagem de Ano Solidária, dia 31 de Dezembro a partir das 20 horas.                

Contamos com a vossa presença e pedimos que tragam convosco outros amigos.
 
É necessário confirmar a presença para a Passagem de Ano até ao dia 15 de Dezembro, para o Secretariado. 
tel: 261 422 790 ou 915779037 


JANTAR DE NATAL

A Fundação João XXIII deseja a todos os Fundadores e Amigos um Santo e Feliz Natal e convida a todos para o Jantar de Natal que se realiza no próximo dia 17 de Dezembro às 20 horas.

Contamos com a vossa presença e pedimos que tragam convosco outros amigos.
 
É necessário confirmar a presença para o jantar de Natal até ao dia 15 de Dezembro, para o Secretariado.
tel: 261 422 790 ou 915779037
e-mail: casadooeste@sapo.pt

A “Festa” (reunião, convívio, celebração) é uma dimensão  fundamental da pessoa e do cristão que reconhece a beleza da vida  e acredita em melhores dias  e que tudo isto  tem de estar acima das contingências dos tempos e das “armadilhas” dos mal intencionados e oportunistas.




























BOAS  FESTAS
“Alegrai-vos e exultai
Eis que vem o Salvador !

É tempo de Paz!
É tempo de ver os outrosÉ tempo de Fraternidade
como irmãos
E com eles repartir o nosso
Pão.
É tempo de gritar
a Esperança
Porque o futuro é possível.
É tempo de acreditar que é
possível com discórdias
acabar.
Natal só pode existir
Quando aos sem tecto uma
casa se garantir e roupa
para se cobrir.

Paz e Bem, Amizade também

Pela Fundação João XXIII
P. Batalha
“Abra-se a Terra e germine o Salvador !”

INAUGURAÇÃO DA CASA DO OESTE

Decorreu, no passado domingo, dia 23, com grande animação a tradicional Festa das Colheitas na Casa do Oeste. Mais de 400 pessoas terão participado, ao longo do dia, nas diversas actividades oferecidas pelo programa: celebração da Eucaristia, cerimónia da bênção e inauguração das novas instalações, almoço, arraial animado pela Bandinha da Amizade da Atouguia da Baleia, quermesse, roleta, mercado de produtos agrícolas, comes e bebes (água-pé e castanhas, tremoços, filhoses, pão com chouriço, bolos diversos), etc.

Esta festa foi precedida por uma preparação especial, tendo em conta a característica da Fundação João XXIII/Casa do Oeste, assente basicamente nos movimentos rurais da Acção Católica: ACR (adultos), JARC (jovens) e ACN (mais novos) e também na Solidariedade com a Guiné/Bissau.

O Assistente Diocesano fez uma Visita Pastoral aos Grupos de base da ACR proclamando o lema do seu Programa de actividades: “É preciso gritar a Esperança”, em tempo de crise, orientando em cada grupo uma reflexão sobre “A crise como oportunidade”, “porque nenhum cristão pode ficar alheio ao projecto de Jesus: ‘Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei’ que tem em mira uma sociedade pacífica, justa e fraterna e mais participativa.

Os Grupos elaboraram os seus Programas de actividade com os quais se comprometeram e entregaram-nos no altar da Eucaristia na Festa das Colheitas, levando também, oferendas diversas para a sustentabilidade desta Casa.

O Grupo Coordenador da Solidariedade com a Guiné também se reuniu para avaliar a Solidariedade deste ano, ressaltando a realização do “Projecto Visão Guiné” executado em Janeiro e Fevereiro, e a missão de Agosto que fez a formação de 19 professores e criou a Delegação oficial da Fundação João XXIII/Casa do Oeste, com sede em Ondame.  Nesta Festa pôde-se ver em projecção permanente todos os Projectos de desenvolvimento que a Fundação vai apoiando com os grupos missionários.

Os jovens da JARC, por sua vez realizaram neste fim-de-semana da Festa a sua Assembleia Diocesana em que definiram as linhas de acção e o lema a trabalhar durante dois anos “Sê rural, acredita nos jovens e cria a mudança” . Foi feita a eleição duma nova Equipa Diocesana que na Eucaristia desta Festa foi enviada em Missão.

Toda esta preparação previa culminar nesta Festa das Colheitas com a Eucaristia de Bênção e inauguração do novo edifício, presidida pelo Bispo D. António Marcelino que, por motivos de saúde imprevistos, comunicou a sua impossibilidade e nos enviou uma mensagem que foi lida no início da Celebração.

Assim inaugurámos o novo edifício da Casa do Oeste, que nos dá muito melhores condições de prestação de serviços, com um novo e amplo pátio, convidativo à alegre confraternização com grande abertura de horizontes para o mar. Quem simbolicamente abriu as portas foi o fundador da 1ª hora e presidente da instituição, P. Joaquim Batalha, içando uma corrente de elos que, como foi dito no momento, significa uma cadeia de elos que unidos fazem a força e a solidariedade, a união de todos promovendo o desenvolvimento e o bem comum em fraternidade.

Como não há festa sem refeição o almoço foi “Arroz à Valenciana” que estava muito gostoso, sendo partilhado por mais de 300 pessoas.

Entretanto também muitas foram as oferendas que foram trazidas para as vendas do “Mercado rural”, com muitos e variados doces caseiros e as famosas filhoses feitas pelas senhoras do Grupo de S. Mamede da Ventosa,...  A Bandinha da Amizade de Atouguia da Baleia veio graciosamente animar a Festa.

Fez parte do programa a assinatura de mais uma Parceria de Cooperação (além das seis parcerias já existentes) com a Associação “Barafunda” da Benedita, representada pela Dra Isabel Rufino.

Esta festa de inauguração foi um êxito, embora pudesse ter sido mais, se não fosse o mau tempo que se fez sentir da parte da tarde.

“Nós somos procuradores de Deus em favor uns dos outros e muito especialmente dos mais pobres. Neste sentido fazemos festa comunitária com o que Deus permitiu que fosse fruto do nosso trabalho. Mas toda a partilha é de todos os bens e há também aqueles bens que vamos colhendo com a coerência da nossa vida cristã e nos enriquecem espiritualmente também em ordem a partilhar. A partilha que estais a fazer com os maravilhosos projectos na Guiné/Bissau são também "festa das colheitas" pelo que envolvem de amor, de gratuidade, de serviço em favor de um país pobre, como o pude verificar em Fevereiro passado, onde só são abundantes as misérias e a humildade do povo verdadeiramente pobre.
Continuais assim na fidelidade ao projecto de João XXIII, um crente atento aos clamor dos pobres, orientando a Igreja para que fosse serva e pobre, porque só deste modo podia ser mãe e mestra. O Concilio não foi senão na sua intenção, a resposta necessária de amor de uma Igreja serva e atenta ao clamor dos pobres.
Desejo que este dia seja mais um dia de construção de uma Igreja verdadeiramente conciliar que estimule a nossa fé e a procura contínua de novos caminhos na missão”.

(da Mensagem de D. António Marcelino)

Joaquim Batalha











FESTA DAS COLHEITAS 2011

É já no próximo domingo a tradicional Festa das Colheitas na Casa do Oeste.
Esta é uma grande Festa de angariação de fundos para a sustentabilidade do projecto Casa do Oeste com a oferta e venda de produtos agrícolas da zona oeste (mercado rural) e também a data em que, oficialmente, se dá o inicio a um novo ano de actividade dos Movimentos da Acção Católica Rural do Patriarcado de Lisboa.

Este ano temos uma razão acrescida para a Festa pois acabamos de terminar uma fase importante da ampliação das instalações e iremos proceder á sua inauguração após a celebração da Missa presidida pelo bispo emérito de Aveiro, D. António Marcelino.
Contamos com a presença de todos os amigos.
Não faltes! Divulga este acontecimento!





MISSIONÁRIOS DA SOLIDARIEDADE COM O POVO DA GUINÉ

Regressou há dias, o grupo de voluntários, que esteve 2 semanas na Guiné, do qual fizeram parte:

P. Joaquim Batalha (Ribamar/Lourinhã), Jacinto Filipe e Cátia Zeferino (S. Isidoro/Mafra), Abílio Salvador (Obidos), José Miguel, Anabela Areias, e Patrícia Pereira(Lisboa), Ana Pereira (Gondomar/ Norte), Fernanda Gil (Mafra) e Mª do Rosário (S. João das Lampas/Sintra) - no grupo prevaleciam professoras/ assistente social.


















Esta Missão de Agosto foi aproveitada para: formação de 17 professores do ensino primário;  apoio social junto das famílias mais carenciadas com distribuição de arroz e roupas; apoio a alguns projectos com materiais e equipamentos que levámos num contentor: uma camioneta destinada ao Infantário de Bissá, um motor para um camião Volvo para a Cooperativa Escolar de S. José em Bissau; camas de hospital e equipamento médico que entregámos ao Hospital da Cumura, chefiado pelo médico Franciscano, frei Vítor, em Bissau; medicamentos e algum equipamento hospitalar para a Clínica Bom Samaritano, em Ondame; 150 sacos de cimento, 100 varas de ferro de 10 e mais 100 de 6 para diversas obras; livros e estantes para a Biblioteca de Ondame; colchões e muita roupa que entregámos à Comunidade das Irmãs de Ondame para distribuírem pelas famílias das Tabancas que elas visitam e  alimentos e muita água para a nossa casa para os grupos que forem a seguir a nós.

Em virtude desta nossa acção humanitária se ter enraizado e de uma forma crescente, fomos, desta vez, criar na Guiné, uma Delegação oficial da Fundação João XXIII/Casa do Oeste, com sede em Ondame, no Centro Social João XXIII. A assinatura da escritura no Notariado do Tribunal de Bissau foi notícia na Televisão Nacional e nas três Rádios mais ouvidas na Guiné: Rádio “Sol Mansi” (católica), Rádio “Bombolom” e a Rádio “Pinchiquite”. Esta oficialização da Fundação tem por objectivo agilizar as nossas parcerias e apoios; sendo reconhecidos talvez seja mais fácil desalfandegar os contentores que normalmente têm levado um mês, o que dificulta a nossa acção.

Sentimo-nos felizes por ver que os projectos que temos vindo a apoiar têm-se desenvolvido, alguns com grande repercussão nacional, nomeadamente, na área da saúde, gerindo a Clínica e Maternidade do Bom Samaritano que envolve uma população de mais de 15.000 habitantes. A Maternidade garante mais de 350 partos por ano em condições seguras e acompanhamento das mães e crianças da Região do Biombo. A Prevenção vertical de HIV é uma das valências da Clínica do Bom Samaritano contribuindo para a redução do índice desta epidemia na região e no país.


















Na área da educação que é essencial, a nossa FUNDAÇÃO apoia a Cooperativa Escolar de S.José, desde há 20 anos. Foi o primeiro projecto que começou com cerca de 40 crianças. Hoje destaca-se pela qualidade de ensino e por ter o maior número de alunos na capital, cerca de 3.800 alunos nos seus actuais 3 estabelecimentos de ensino. O projecto cresceu à medida das necessidades e a Escola Profissional é já este ano uma realidade.

No sector agrícola, o nosso apoio começou em 2001, a uma pequenina cooperativa de jovens técnicos agrícolas que se tinham acabado de formar em Cuba. Visitámos a sua iniciativa incipiente que iniciaram com 30 kg de arroz, 30 litros de feijão e com 8.000 CFA (= a 12,5 €) e num terreno emprestado pelo Estado. Ao longo de 10 anos temos dado algum apoio: mangueiras para rega, um tractor em 2ª mão para o cultivo do arroz, ferro e sacos de cimento, e diversos materiais. Agora vi que já adquiriram com o seu trabalho diversos outros meios, entre os quais destaco: tiveram de entregar o terreno emprestado e compraram 3 grandes terrenos, num dos quais têm uma boa sede social; criaram uma Rádio Comunitária para chegar a todas as Tabancas (aldeias) com a formação que eles têm promovido junto das mulheres, partilhando os seus conhecimentos com os outros; encontrámos lá um Grupo vindo de Bissau a fazer formação para iniciar uma experiência semelhante à deles; já iniciaram a transformação de produtos (sumos de caju, de cabaceira e vinagre de limão) que já começaram a comercializar. Esta experiência cooperativa já ganhou nome e credibilidade em todo o país.

A Cooperativa Escolar de S. José de Mindará, em Bissau; a Clínica e Maternidade Bom Samaritano, em Ondame (onde temos a nossa casa – a 70 kms a poente de Bissau) e a Cooperativa Agrícola de Jovens, em Canchungo, são os maiores projectos que a Fundação João XXIII/Casa do Oeste tem vindo a apoiar, mas há ainda outras iniciativas mais pequenas: o Infantário, em Bissá; a criação duma Rádio Local, junto da nossa casa “Rádio N´Djerapa Có–A Voz de Biombo” (iniciativa dos jovens). Esta é o primeiro órgão de comunicação social da região do Biombo que fala a mesma língua e o mesmo dialecto, mostrando o país e o mundo a um povo isolado e foi construída de raiz com material e formação fornecidos pela FUNDAÇÃO JOÃO XXIII em Novembro de 2009; Centro Cultural N’Delugan que é um espaço de lazer, cultura, informação; Biblioteca de Ondame: “Quem lê sabe mais”. Esta é a primeira biblioteca da região para professores, alunos ou simplesmente para quem quer saber mais. 
Um projecto ambicioso que pode marcar a diferença, mas só será possível  com o apoio de todos os que acreditam que:
•A Guiné/Bissau pode deixar de ser um dos 10 países mais pobres do mundo
•Que a educação e a saúde são os pilares base para o desenvolvimento de uma sociedade
•Que esse desenvolvimento é possível se todos olharmos para o nosso lado

Por isso o nosso lema é “Ajude-nos a ajudar”

Pe Batalha