FESTA ANUAL


Festa Anual da Casa do Oeste foi no passado dia 12 de Junho, e contou com a presença de muitos amigos e muita animação.
























JORNADAS DE VOLUNTARIADO NA CASA DO OESTE

A Festa Anual da Casa do Oeste é já no dia 12 de Junho, por isso temos vindo a intensificar os preparativos. 

As obras das novas instalações e os trabalhos de manutenção têm vindo a avançar em força.




















Nas últimas semanas (dias 4, 11 e 18) realizámos umas Jornadas de trabalho voluntário para intervenções diversas: arrumações, decoração e manutenção de equipamento. 

Várias equipas distribuíram-se pelos seguintes trabalhos: limpeza e arrumação dos telheiros, corte e arrumação de lenha para o forno, arrumação da garagem, arranjo de “camarim” e tratamento de roupas para utilização nos serões, reparação e pintura de móveis, trabalhos diversos de costura, mudança de despensas, etc.

Os próximos dias 25 e 1 já estão reservados para continuar com os trabalhos.
Pretendemos manter, no mínimo, uma JORNADA DE TRABALHO por mês. 

Participaram nestas Jornadas: Hirminia Rebelo, Luisa David, Lurdes Portela, Filomena Alfredo, Helena Raposo, António Miranda, Batista Reis, A. Ludovino, José Antunes, Abílio Salvador, Joaquim Augusto, Rosário Batalha, Augusto Henrique, Celina Fernandes, São Dionísio, Narcisa e Joaquim Cordeiro.
 

























Se tens algum tempo disponível para fazer trabalho voluntário na Casa do Oeste, contacta-nos.

Para além destes trabalhos de manutenção necessitamos de voluntários para apoios ao secretariado, centro de documentação e outros projectos.

Alguns destes trabalhos poderão ser feitos on line.

BALANÇO DO ECO-JANTAR E CONFERÊNCIA

No do dia 16 de Abril a Fundação João XXIII - Casa do Oeste acolheu mais uma actividade como já vem sendo hábito, mas desta vez nuns moldes um pouco diferentes. Foi integrada no âmbito da actividade do CREIAS Oeste organizada por 3 dos parceiros: Biofrade, Fundação João XXIII - Casa do Oeste e MPI - Movimento Pró-Informação para a Cidadania e Ambiente, e a refeição seguiu muitos dos critérios do conceito da eco-gastronomia, tema central da conferência proferida por Alexandra Azevedo do MPI intitulada “Vencer a Crise com a Eco-Gastronomia”.



Durante o jantar Alexandra Azevedo foi explicando os ingredientes, respectiva preparação e as receitas. Antes de ser servida a sobremesa deu-se então início à conferência.

O tema da Eco-Gastronomia tem sido uma das prioridades do MPI desde logo porque o sector da alimentação é um dos maiores responsáveis por muitos problemas ambientais, como uso de pesticidas, uso intensivo da água, poluição da água (por pesticidas, efluentes de pecuárias, fertilizantes químicos) ou a desflorestação, conforme espelhado em inúmeros relatórios de entidades oficiais (FAO – Organização para a Alimentação e Agricultura, UNEP – Programa de Ambiente, ambas das Nações Unidas).

O CREIAS Oeste – Centro Regional de Educação e Inovação Associada ao Oeste, o RCE – Regional Centre of Expertise, em português, CRE – Centro Regional de Excelência, da Região Oeste, em Portugal, está integrado na rede mundial de RCE desde 2007. Os RCE são uma rede de organizações educacionais formais, não formais e informais mobilizadas a levar a Educação pelo desenvolvimento sustentável às comunidades regionais.

Dentro do sector da alimentação a pecuária é o maior responsável, pois já consome actualmente cerca de metade de toda a produção agrícola, ocupa 70% da superfície agrícola mundial e mais emite gases com efeito de estufa, no entanto apenas alimenta uma pequena percentagem da população mundial, ou seja, as populações dos países mais industrializados e as classes mais favorecidas dos países das economias emergentes (com o a China).

São profundas as transformações que têm ocorrido na agricultura nas últimas décadas. O domínio de um modelo industrializado / intensivo tem provocado uma rápida diminuição das agrobiodiversidade, ou seja, variedades de espécies de plantas (e animais) cultivadas. As gerações mais antigas recordam a imensa variedade de frutas e cereais que eram cultivadas na nossa região. Em contrapartida, foram introduzidas variedades transgénicas, sobretudo milho e soja (cujo principal mercado são as rações para animais), há pouco mais de uma década, variedades essas que só podem ser obtidas em laboratório e cujos efeitos na saúde (entre outros) não são ainda suficientemente conhecidos, e apesar de alguns estudos independentes terem detectado vários problemas, tal não impediu que continue o seu cultivo comercial.

As desigualdades no acesso à comida entre os países mais industrializados e do 3º Mundo são profundas, com cerca de mil milhões de pessoas com excesso de alimentos e com fome crónica respectivamente. As doenças crónicas não transmissíveis, como o cancro, diabetes e problemas cardiovasculares são a maior causa de morte nos países mais industrializados e entre as principais causas estão os maus hábitos alimentares e a inactividade física.

Os portugueses têm infelizmente um padrão alimentar semelhante a outros países mais industrializados com excesso de consumo de carne e carência no consumo de cereais integrais, legumes e frutas.

Para resolver muitos destes problemas temos de reduzir o consumo de carne voltando à nossa tradição alimentar baseada na dieta mediterrânica, ou segundo a opção individual adoptar um regime vegetariano desde que de forma correcta para evitar também consequências negativas na saúde.

Outras componentes fundamentais da Eco-Gastronomia são o consumo de alimentos produzidos localmente, biológicos, de variedades tradicionais, silvestres, da época, sem embalagens e comprados directamente aos produtores, e, claro, rejeitar os transgénicos e a Fast Food!

Alexandra Azevedo demonstrou ainda pelo seu caso pessoal que uma alimentação mais cuidada pode ser mais barata! Reduzir o consumo de carne e peixe é um importante passo e para compensar o custo mais elevados dos alimentos biológicos temos de saber aproveitar os recursos alimentares que a natureza nos proporciona de forma tão generosa, como as ervas silvestres comestíveis, e cultivar pelo menos alguns alimentos.

Para recuperar os bons e variados alimentos há duas associações que merecem referência: O Movimento Slow Food, uma referência mundial na promoção da Eco-Gastronomia, resume muito bem o conceito com a defesa do alimento “bom, limpo e justo”. Bom (que saiba bem, nutritivo, fresco, da época, Limpo (sem pesticidas, sem transgénicos) e Justo (a preço remunerador para os produtores e equilibrado para os consumidores); e a Colher para Semear – Rede Portuguesa de Variedades Tradicionais que tem realizado levantamentos das variedades tradicionais de hortícolas, cereais e fruteiras ainda cultivadas nos nossos dias e através da sua rede de associados garantir que estas variedades continuem “vivas nos campos”!

É preciso pois recuperar muito da sabedoria popular, religar as pessoas entre si e à Natureza que nos sustenta, assim o MPI tem realizado inúmeras actividades como oficinas de fabrico tradicional de pão, oficinas de cozinha sustentável e oficina das ervas comestíveis.
As potencialidades da Eco-Gastronomia são enormes:
- O turismo gastronómico atrai cerca de 14% dos turistas estrangeiros a Portugal, os inúmeros eventos gastronómicos, como festivais, tasquinhas são muito importantes para valorizar produtos variados que necessariamente terão de ser produzidos a uma escala local/regional, o que atrairá ainda mais turistas na busca de sabores únicos.
- Restauração sob o conceito da Eco-Gastromia, em que os produtos utilizados são fornecidos por uma rede de vários produtores locais.
- Medidas públicas, como a obrigatoriedade das ementas escolares incorporarem uma determinada percentagem de alimentos produzidos localmente, podem também contribuir para relançar a nossa produção.

Em conclusão, com a Eco-Gastronomia poderemos resolver / enfrentar muitos dos problemas actuais, não apenas a crise económica, mas as crise social (problemas de saúde e desemprego) e a crise ecológica, que infelizmente pouco é falada.

O balanço final deste Eco-Jantar é bastante positivo a avaliar pelos comentários dos participantes.

NOVAS OPORTUNIDADES: PARCERIA CERCIP/CASA DO OESTE













ENTREGUES 118 CERTIFICADOS NUM JANTAR DE CONVIVIO

Com a participação de 160 pessoas realizou-se, na Casa do Oeste, um JANTAR DE CONVIVIO durante o qual foram entregues os Certificados a 118 adultos que concluíram, em 2010, o processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências no Centro Novas Oportunidades da Cercipeniche.

Estiveram presentes, para além das pessoas certificadas e familiares, 2 representantes da Fundação, a coordenadora e equipa técnica do CNO e o Vereador da Educação, da Câmara M. da Lourinhã, Dr. Jose Tomé, que deu um interessante testemunho pessoal sobre o seu processo de qualificação.

Ao longo do jantar, houve, também, a intervenção de várias pessoas certificadas que testemunharam sobre a importância que este processo teve nas suas vidas e quais os impactos desta certificação.

Registamos a parte final do depoimento de Maria São José Leal:

“Dizem que as novas oportunidades
São uma forma de tapar
A enorme e pesada herança
Deixada por Salazar.

Para vós que tudo tendes
Digo-vos: não é verdade.
Novas Oportunidades para mim
São um cravo de liberdade”

Desde 2005 que este Centro Novas Oportunidades e a Fundação João XXIII-Casa do Oeste têm uma parceria que possibilita a deslocalização das acções do Centro para as localidades de Ribamar, A dos Cunhados, Silveira, S. Pedro da Cadeira e Moita-dos-Ferreiros.

Através desta parceria, e da cedência de instalações por parte da Junta de Freguesia de S. Pedro da Cadeira, Associação Pró-Memória e Junta de Freguesia de A dos Cunhados, Centro Social da Moita dos Ferreiros e Junta de Freguesia da Silveira já foi possível a 645 adultos concluírem o 4º, 6º, 9º e 12º ano de escolaridade através do Reconhecimento, Validação e Certificação das suas Competências.

Paralelamente, muitos têm sido os que têm frequentado acções de formação de Tecnologias de Informação e Comunicação, Língua Inglesa e Espanhola e que, desta forma, têm aumentado as suas qualificações.

A todos os nossos parabéns! 



PROJECTO VISÃO GUINÉ… E O MILAGRE ACONTECEU!

Está prestes a regressar da Guiné o último grupo de voluntários que ao longo de mês e meio estiveram em Ondame na Clínica do Bom Samaritano com um ambicioso programa de intervenção em várias áreas da saúde.
No total foram 36 voluntários de várias partes do país enquadrados pela Fundação João XXIII - Casa do Oeste. É o maior grupo de sempre e o mais direccionado à saúde, sobretudo na área da Oftalmologia com especialistas dirigido pelo Dr. Luís Gonçalves (de Guimarães).




















Com a chegada dos médicos foi a euforia total da população. Numa região da África profunda, com aproximadamente quinze mil pessoas, onde os cuidados de saúde são extremamente escassos, a chegada desta equipa de médicos foi um raio de luz para toda aquela população.

Ondame virou a “capital” da Guiné - Bissau, pois todos os meios de comunicação social se centralizaram nesta Missão, para onde se dirigiram não só a população local, como também alguns ministros, deputados, directores de vários ministérios, assim como outras figuras públicas. Para se dar a verdadeira dimensão deste projecto é necessário referir que muitas pessoas na casa dos quarenta, cinquenta ou sessenta anos que tinham perdido a visão por completo e por falta de meios e de conhecimento pensavam que era um caso irreversível. Aí se dá um “Milagre. Estes médicos voluntários  restituíram-lhes a visão  com uma simples operação. Podemos imaginar a euforia desta gente ao poder ver novamente a luz do sol!

Tem sido um trabalho muito duro, mas frutuoso e gratificante, pois inicialmente estava previsto efectuarem-se entre 50 e 100 operações num período de mês e meio, contudo em quinze dias foram efectuadas 71. O dia de trabalho inicia às nove da manhã e termina às onze da noite, após o qual é feita a reflexão do dia.
Para esta Missão ter tal êxito houve a colaboração de muitas pessoas anónimas e organismos, nomeadamente hospitais, laboratórios, farmácias, paróquias e um grande número de empresas de diversas áreas, a quem queremos deixar aqui, desde já, o nosso agradecimento.

Partilho convosco o extraordinário êxito desta Missão de Solidariedade com a Guiné.
São muitas as pessoas beneficiadas desde os Guineenses até aos 36 participantes nesta acção humanitária. Estamos todos muito felizes. Graças a Deus.
Acabo de receber uma mensagem da Guiné que faz o balanço das 3 semanas.
Fizeram-se já: 746 consultas de CG/pediatria; 540 pensos a feridas; 57 papos; 129 cirurgias de oftalmologia; 1.170 consultas de oftalmologia. São números absolutamente fantásticos.
Estou ansioso pelo dia em que terminada esta tão prolongada missão, se faça cá o encontro geral de avaliação, como se costuma fazer e sentir ao vivo a alegria dos que participaram em tão grandiosa acção humanitária.  Jamais a esquecerão em toda a sua vida”. 
(Pe. Batalha)

Brevemente daremos mais noticias desta Missão dinamizada pelo Grupo de Solidariedade com a Guiné  da Fundação João XXIII – Casa do Oeste.





















PLANO DE ACTIVIDADES PARA 2011

O Conselho de Administração e a Assembleia Geral aprovaram recentemente o Plano de Actividades e Orçamento para 2011.

O Plano assenta em 5 linhas programáticas das quais destacamos algumas acções mais relevantes:

1. Proceder a algumas melhorias no funcionamento e organização da Fundação: rentabilizar o trabalho de grupos de voluntários; dinamizar o projecto “Os amigos da Casa do Oeste”; proceder a maior divulgação da Instituição, aproveitando os meios electrónicos; etc.

2. Dar novo incremento à Fundação e avançar com outros projectos, como resposta a novos desafios: instalar o Centro de Documentação em espaço próprio, equipá-lo com meios informáticos adequados e apresentar candidatura à Fundação Gulbenkian para apoio ao Centro ; dinamizar projectos de desenvolvimento local que respondam a necessidades da região, nomeadamente no âmbito do GAC/ Promar; participar em iniciativas no âmbito do Ano Europeu do Voluntariado e dinamizar várias actividades que promovam o voluntariado; participar como membro integrante do CLAS da Lourinhã; concretizar a formalização de uma delegação da Fundação na Guiné – Bissau; etc.

3. Investimentos patrimoniais: terminar as obras de ampliação das instalações; montar um sistema de aquecimento de águas por energia solar; instalar uma unidade de produção de energia fotovoltaica, etc.

4. Reactivar a angariação de fundos para custear as despesas: desenvolver projectos, candidaturas e outros apoios oficiais; continuar com campanhas específicas para as obras - donativos em dinheiro e materiais, empréstimos reembolsáveis; rentabilizar ao máximo a Casa com aumento da taxa de ocupação e de realização de actividades; etc.

5. Dar continuidade aos projectos em curso: proporcionar apoio logístico (alojamento, refeições, espaços de reunião/trabalho) às actividades dos Movimentos JARC e ACR, e de grupos paroquiais e IPSS; assegurar as condições e o apoio ao desenvolvimento dos Projectos na Guiné; prosseguir e consolidar o projecto “Férias p´ra todos”; manter e desenvolver as parcerias com a Cercipe e Adepe para a formação e CNO, assim como outras parcerias como o CREIAS Oeste, Leader Oeste, REAPN, Rede Rural Europeia; etc

Muito trabalho nos espera este novo ano.